
Ainda compreendo essa imposição em Países regionalmente divididos em culturas diversas e sem desproporção quantitativa entre elas, Bélgica e Suíça, por exemplo. Aí, cumpriria a missão de garantir a intervenção do homem comum em questões concernentes ao País como unidade, evitando uma adstrição exclusiva aos níveis inferiores de comunidade, que, a não ser assim, poderiam tornar-se as ínicas referências dos populares.
Num cantinho velho e uno como o nosso é que não. Desde já garanto não me submeter, o regime auto-proclamado da Liberdade não pode fazer de mim um democrata à força. E se a medida for para a frente, esmolarei outra nacionalidade que me acolha, sem equiparável opressão. Mais, descambando o Planeta numa uniformização absurda que generalizasse esta coacção, não terei dúvida em demandar outra urna que não a dos papeluchos.
12 comentários:
Vivemos isso desde sempre aqui no Bananão. Entende o motivo de eu sempre mudar o nome desta terra a qual insistem em chamar de país? :)))
Beijo
Credo Paulo! "demandar outra urna que não a dos papeluchos"????? não estaremos ainda a ressacar das contrariedades da Electrónica? Vamos lá a melhorar essa disposição :)
e deixe lá os monteiros, abrunhosas e quejandos, já temos numeros de circo que bastem, nao carecemos de palhaços.
Um beijinho
Caramba, Paulo... antes morrer que votar?? Vê a coisa pela positiva: podes escrever um protesto monárquico no boletim de voto, por exemplo!
Querida Marie Tourvel,
sem dúvida que ser obrigado a votar é inaceitável. E no Grande Brasil também não há pulsões secessionistas, que eu saiba.
Querida Ariel,
já não deve ser em minha vida, mas antes para o lado de lá do que cúmplice do que considero ignomínia - a votação em partidos.
Querida Ana,
nunca me seduziu essa prática, que vejo oscilante entre o infantilismo e a impotência.
Beijinhos
estive no Brasil em época de leições e também me fez muita confusão a obrigatoriedade de voto..
sou contra,claro.
beijinho feliz por o ver de volta!
Bem, pelo menos era uma forma de garantir uma diminuição drástica (embora fictícia) da abstenção...
Mas também lhes poderia sair o tiro pela culatra: aposto que a proporção de votos em branco aumentaria exponencialmente...O que não deixaria de ter piada: imagine-se um partido chegar ao poder com menos de metade dos votos expressos, por exemplo. Muito mau...
Ab
T
Obrigado a votar? Com esta panóplia de estupendas alternativas?
Estou como o outro: É já a seguir! Mas é que é já a seguir!
Abraço.
O senhor Abrunhosa de mãos dadas a Monteiro e Serrão?
"THE SHOW MUST GO ON"
Se a voz não ajuda nas cantigas e se a Esquerda caviar já está bem servida de ‘artistas de palco’, junta-se agora à Direita. O que é preciso é continuar a aparecer.
Quanto ao voto obrigatório eu até gostava que fosse assim. Haja uma multa em que eu sinta orgulho e prazer por pagar! (e até costumo votar nas legislativas e nas autárquicas - em branco mas costumo).
Querida Júlia,
é um princípio aberrante, pelo grau de imposição, mas uma defesa de quem não consegue cativar doutra forma...
Bem, eu nem um dia cheguei a estar ausente, apesar do desânimo!
Não falando, Meu Caro TSantos, no previsível aumento de nulos com mensagens insultuosas rabiscadas... Então entre a Juventude...
Mas isto é tudo gente que não se atrapalha, a mesma que considera votações diferentes das repartidas habitualmente na desprimorosa categoria de votos de protesto.
Meu Caro Mialgia,
por isso eles Lhe querem aplicar sabe-se lá que pena infamante, para O punir de uma manifestação de vontade tão natural...
Meu Caro Pedro Barbosa Pinto,
ehehehehe, pus-me a imaginar o Amigo a emoldurar o papeleco da extorsão...
Mas olhe que há sítios em que o totalitarismo votómano vai ao ponto de estabelecer inibições no acesso ao funcionalismo público e até, num caso, à possibilidade de benefícios do equivalente ao Serviço Nacional de Saúde, não apenas castigos pecuniários.
Beijinhos e abraços
Caro Paulo,
Se a petição dos senhores MAS incluír nas punições, a inibição do direito a uma boa soneca no Hemiciclo de S. Bento ou a impossibilidade de se poder assistir ao nascimento dum filho numa ambulância estacionada na berma duma linda auto-estrada, então já cá não está quem falou.
Um abraço :-)
Os três proponentes do voto obrigatório já mostraram há muito que dominam a arte do espectáculo. "The show must go on", como dizia Pedro Barbosa Pinto. E esta nova peça de Manuel Monteiro encaixa perfeitamente na obra que vem tentando fazer...
Da criação do PND à bandeira nazi exibida no Funchal e consequente encenação de demissão de líder do seu partido, à candidatura como deputado independente tudo encaixa se pensarmos um pouco.
Ahahahahaha, Caro Pedro usso é que seria esperar demais desta gente...
Mas é triste, Meu Caro Tiago Laranjeiro. Eu sei que a luta pela visibilideade é um flagelo dos pequenos partidos, mas não me parece haver necessidade de exotismos como o do comportamento dos responsáveis insulares da ND, ou esta totalitarização eleitoral...
abraços
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