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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

...Se Dois Bush Incomodam Muita Gente,...

Três Bush incomodam muito mais. A história era com elefantes, mas como esse é o símbolo dos Republicanos os EUA, também não lhes vai mal. O Senador Mel Martinez, uma criatura do Presidente Cessante, sem vida política própria, anunciou que não se recanditará, daqui a dois anos. Está o caminho aberto para Jeb Bush, irmão mais novo do actual locatário da Casa Branca, chegar, em cargo de destaque, à esfera restrita de decisão de Washington. Como popular ex-Governador da Florida é o favorito na eleição para a correspondente vaga no Senado. Ao contrário do mano, que, apesar de a Europa pensar o contrário, vinha do Centro do Partido, de fora da política, sem pertencer à ala Direita ou à Esquerda Rockfelleriana, este é um reputado Conservador, ideólogo antes de ter passado à prática, embora não acompanhe a dureza anti-imigração de alguns.
Teremos a prazo um terceiro Chefe de Estado daquela família? Ai que a Ana Vidal hiberna...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Instinto Fatal

Vendo as turras entre ex-Estalinistas e ex-Trotskistas que resultaram de mais um congreso Comunista, pareceu-me adequado o título deste postal. Mais que não fosse, por haver um picador de gelo metido ao barulho, aquele com que a referência histórica renegada de uns fez matar a referência histórica olvidada dos outros. Mas o mais interessante é notar-se uma transferência do Complexo de Solidão. Sentindo-se em fase crescente, o PCP (o outro, não o que assina) oferece-se para ir a votos a solo, embora sob a etiqueta anódina da CDU, que é, para eles, o horizonte do gregarismo, ao deixar cair a exortação à frente com os Socialistas e outros Democratas contra as políticas da Reacção. Enquanto que o BE desejaria entendimentos em nome da Unidade da Esquerda, suspeito de que pela cristalina razão de acreditar ter, no actual modelo, atingido o limite de progressão eleitoral, ao menos enquanto Manuel Alegre continuar a polarizar desconfianças gauchistes contra Sócrates.
Tanto como ver a luta de massas, instrumental mas cavalgada entusiasticamente, tomar o lugar da luta de classes da teoria, é curioso constatar como todos os princípios cedem perante a pulsão tremenda das perspectivas das urnas. O que nos leva de volta ao título, embora noutra acepção a da inelutabilidade da preponderância da expectativa de votos sobre o ideário.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Chávez do Armário

As recentes eleições regionis e autárquicas venezuelanas deixaram-me a ruminar em três pontitos. Primo, a nossa abençoada Imprensa insistir em que os candidatos do partido do Presidente Chávez perderam nos estados mais ricos. Parece que querem dizer que a plutocracia levou de vencida os descamisados, ou antes, os depauperados camisas vermelhas Bolivaristas, quando o que se verifica é que a diminuição de votos ocorreu, sobretudo, nos subúrbios das grandes cidades, entre as populações menos abonadas.
Secondo: Há aliás um equívoco na imagem que se dá de Chávez, paralelo ao da consagração popular de Robin Hood. Faz-se de ambos uma reedição da figura do Zé do Telhado, roubadores de ricos para dar aos pobres. Ora, no caso do Britânico, o conflito subjacente estava muito mais próximo do que fundamentou o ideário Nacional-Socialista, com os Saxões pintados em tons mais claros, em luta contra os Normandos, vindos do Exterior, que se teriam apropriado da riqueza e do Poder. Repare-se que os aristocratas saxónicos que subsistiam nunca são descritos depreciativamente, enquanto que dos da outra cultura só se salva Ricardo Coração de Leão. Da mesma forma, o Político Sul-Americano encarna muito mais um revanchismo índio, que vem à tona em momentos de espontaneidade como a primeira reacção à reprimenda do Rei de Espanha. É esta característica que me parece explicar a simpatia que denota por Obama, um desforço da "pureza branca", quando muito me surpreenderia que ela fosse recíproca. E o discurso anti-predomínio dos anglo-americanos tem muitas semelhanças com o de Hitler, salvo nos momentos em que tentou entendimentos com eles, que lhe deixassem rédea solta. Tertio -Por último, o tamanho da constituição instrumental que o derrotado do fim de semana brandia. Comecei por estranhar a dimensão microscópica, mas, depois, percebi: é tentame de induzir as pessoas na confiança de que as alterações que quer fazer passar são mínimas...

sábado, 8 de novembro de 2008

Bond e o Seu Duplo

Que a Sagrada Família haja sido pintada com traços de etnias africanas em comunidades desse continente, vá que não vá, é a tirania do que se conhece proximamente, convergindo para O Que é susceptível de adoração universal, também temos vestígios do mesmo nas obras-primas renascentistas que colocam trajos da época em quadros vividos por Jesus. O que de todo fica por explicar é a coerência da produtora actual dos filmes do 007, que diz que um James Bond gay é impensável, por lhe contrariar o carácter, mas igual agente secreto negro é perspectivável, por causa do triunfo de Obama. O que se acharia extraordinário era tanto respeito pela personagem fazer tábua rasa da sua genealogia, helvético-escocesa, como Fleming bem determinou. Mas nestas mentalidades confusas o entusiasmo pelo desfecho eleitoral americano é tanto que querem à viva força transplantar um efeito Obama para o cinema de culto, não ignorando sequer a brisa corrente dos resultados dos referendos estaduais que interditaram casamentos à comunidade homo. A fantasia, corroborada por um Daniel Craig que, uma vez mais, demonstra nada perceber do personagem cuja pele veste, diz muito pouco do agente secreto mais famoso do Mundo. Mas bastante da ingénua adoração do ainda Senador do Illinois, que quer grudá-lo a tudo o que tenha sombra de qualidades. Mesmo que implique... um assassínio de... character.

Sufragistas Totalitários


Os Srs. Monteiro, Abrunhosa & Serrão querem obrigar o Pessoal a votar, para tornar mais participativa e representativa a paródia eleitoral. Se fosse participada, ainda se perceberia. Agora, com estas qualificações, ficam os próceres da introdução forçada nas cabinas igualizados aos radicais islâmicos, os quais acreditam piamente que conversões sob ameaça correspondem a expansões da Fé respectiva.
Ainda compreendo essa imposição em Países regionalmente divididos em culturas diversas e sem desproporção quantitativa entre elas, Bélgica e Suíça, por exemplo. Aí, cumpriria a missão de garantir a intervenção do homem comum em questões concernentes ao País como unidade, evitando uma adstrição exclusiva aos níveis inferiores de comunidade, que, a não ser assim, poderiam tornar-se as ínicas referências dos populares.
Num cantinho velho e uno como o nosso é que não. Desde já garanto não me submeter, o regime auto-proclamado da Liberdade não pode fazer de mim um democrata à força. E se a medida for para a frente, esmolarei outra nacionalidade que me acolha, sem equiparável opressão. Mais, descambando o Planeta numa uniformização absurda que generalizasse esta coacção, não terei dúvida em demandar outra urna que não a dos papeluchos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Resposta Consensual?

Com tanta conversa sobre o carisma necessário para liderar o Mundo, parece-me impossível que em eleições recentes não haja sido reconhecida quem, indiscutivelmente, o tem: Charisma Carpenter!


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O Vencido

Apesar do grande respeito que tenho por Obama, bem no fundo, talvez ainda preferisse McCain. O passado de Herói da Guerra, e Grande Deficiente dela resultante é para mim mais essencial do que parece ser para os eleitores de um País que honra os seus feridos como já nenhum outro faz, mesmo considerando a dignidade britânica e a vinculação à herança Napoleónica que, nesse aspecto, sobrevive em França. Mas, se os Americanos incensam os seus Veteranos, exprimem um recorrente mal-estar em guindá-los à Presidência. Foi assim com Dole, voltou a sê-o agora, com os movimentos tolhidos pelas feridas de guerra a serem uma emblemática pouco caridosa das limitações que os votos lhes imponham. Não creio que qualquer outro Republicano no activo pudesse ter dado tanta luta como o Senador do Arizona, cuja heterodoxia parlamentar aumenta a estatura política. Mas os tempos não estavam para velhos e aleijados, ainda que mais corajosos nas posições ou gloriosos nas motivações dos entraves físicos. Face à incerteza angustiante das instituições económico-sociais, a maioria volta-se para o poder afirmativo do incerto que só uma imagem jovem e um discurso vigoroso dão.
Tiveram-no.

O Vencedor

Tinha a dúvida de que, sendo o obamismo um movimento, o Homem, que lhe é muito superior, não acabasse sufocado por ele, O primeiro sinal foi em contrário e alegra-me registá-lo. É normal fazer discursos de apelo à unidade, depois de uma corrida eleitoral, naquele País. Menos, já, é insistir na identidade partidária oposta de um predecessor dado como exemplo, qual o caso de Lincoln, do mesmo homestate do Presidente Eleito, mas da cor política contrária. E a retórica dominadora de que faz gala voltou a servi-lo, não sendo arrastado pela ritual gritaria do slogan célebre pela mole humana impaciente, antes retardando o momento em que o rifão era repetido, mas depois - e só depois - de o Orador dar o mote.
Aliás, esta entoação de yes we can trouxe um revivalismo religioso à campanha, é nitidamente um prática de serviço sacro. Só se falou desse aspecto para apontar ideologias das populações, ou dar conta dos males de que a companhia do radical Reverendo Wright poderiam trazer, eleitoralmente. Muito mais interessante, quanto a mim, seria auscultar a penetração que este modo tipicamente sacro-cultual permitiu, desde as comunidades ruralistas do Iowa, aos rombos no apartheid de facto que, até agora, vigorava estritamente entre os Baptistas do Sul, muito cortejados pela próxima Primeira Dama. Interessante, num País feito para reduto de uma Cristandade não-ortodoxa, que tais comportamentos surjam de um Político membro da Igreja Unitarista, a que procura congregar aspirações de Espiritualidade que não fazem questão do Cristianismo prévio, chegando mesmo a oferecer abrigo a ateus, coisa pouco pensável na Presidência, apesar do cepticismo de um Andrew Jackson.
Na prelecção da vitória vimos o segundo acto de autoridade bem sucedido de Obama. O primeiro foi a recusa em ceder às pressões para que escolhesse Hillary como vice. Talvez tenha aí começado a cimentar o triunfo que já desenhara ao transformar a rede de donativos da Internet que herdara de Dean numa poderosa máquina de recolha de fundos mais abrangente do que a que se resumisse à ala radical dos Democratas. Veremos se tantas esperanças não se virarão contra ele. Tenho a sensação de que é difícil um nível tão alto de expectativas, coisa de que Clinton e Bush não beneficiaram, deixar de cair na desilusão extrema.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Erro de Cálculo

Tenho como certo que a Política Externa americana não irá mudar, com a eleição de hoje. Mesmo a retirada do Iraque é algo que a actual Administração já programou, embora com calendarização menos apressada do que a que o Senador Obama defende. No que toca ao Irão e à América Latina, aposto como não haverá alterações, ao ponto de o favorito presidencial chegar a sugerir a manutenção do Secretário da Defesa em funções e de se apresentar de Powell ao lado. Por isso devemos buscar as atitudes expressas por Teerão e por Chávez na raiz psicológica da demonização que empreendem. Quando o regime da República Islâmica diz da Federação Americana ser, globalmente, o Grande Satã, encontra-se um corolário esperado na indiferença perante a pugna eleitoral de hoje. Ao contrário, Chávez, porque canalizou toda a sua pitoresca diabolização contra Bush, opta claramente pelo parlamentar do Illinois, ao ponto de chegar irrealisticamente a manifestar esperanças de que ele revogue o embargo que só prejudica inocentes e o Papa João Paulo II, em devido tempo, condenou. A mim, o que parece mais estranho é tanta fé depositada num político que vai fazendo tudo para se vender como um novo Kennedy: é que foi precisamente este que ordenou o bloqueio!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Campo de Santana

Que espanta que a liderança do partido seja entusiasta da candidatura do Dr. Santana e o eleitorado nem tanto? A primeira quer dar-lhe um osso para calá-lo, o segundo quer alguém que não abale ao primeiro com mais tutano que lhe ofereçam. Por muito baça que a gestão do Dr. Costa seja, está lá há pouco tempo, só nos funcionários terá gerado anticorpos, o que é bastante menos do que a figura do Dr. Soares tinha feito nos grandes bairros de Lisboa sequiosos de mudança, mas sem terem suficiente arrojo para colocar na alheta uma simpatia superior, como o Eng. Guterres.
O mal do ex-Edil e Primeiro-Ministro é ter medo que o esqueçam, quando devia desejá-lo. Do ponto de vista dele, em nada o favorecerá um abandono, o qual, por muito injusto que possa ser, acabou visto como um acto de ambição que, pelas questiúnculas e pelo acto castigador do Dr. Sampaio, é universalmente tido como longe de ter valido a pena, desde logo para o interesse público.
Mas a Cruz de Lisboa, enquanto espreita uma hipótese animada do vocábulo, é ser um aterro de políticos escolhidos por conveniência de jogos partidários, em vez de o ser por vocação autárquica genuína, que envolvesse conhecimento e previsível capacidade de decisão especializados.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Votos Sobre Votos

Voto, de Anthony Papa
Com o aproximar das eleições americanas volta à baila o problema da votação dos presos. Na maior parte da Europa permitida, só em dois Estados da Federação Norte-Americana o é. Devo dizer que experimento algumas dúvidas a respeito. É certo que, defendendo que ninguém se dignifica por votar em partidos, me parece uma desumanidade escusada não poupar os encarcerados a essa angústia... Mas não sou ceguinho, sei que a generalidade das Pessoas ainda vê nessa burla um grande direito. Tentemos então pensar como Esses.
Quem desrespeitou a regra da Comunidade deve poder influir nela? Em princípio mão me repugnaria considerar as teorias que dizem ser a permissão de "botar" aproveitável para a regeneração, como também me parece digna de consideração a ideia de que o castigo só será sentido com a privação estendida ao sufrágio, como ao sexo, por exemplo. Tudo dependerá de se querer fazer o condenado ficar consciente do horror da sua acção, ou dos múltiplos processos de voltar a assimilar-se.
O que não aceito é que se excepcione, como no Vermont, a fraude eleitoral, dessa concessão. Não porque me repugne impor uma limitação conexa com a natureza do crime, a castração química aos violadores de crianças, ou aos violadores tout court, por exemplo. Mas porque me custa engolir que um assassino bárbaro disponha de uma participação retirada a um mero batoteiro...
E se o conceito fosse preenchido como deveria, abarcando toda a manipulação da verdade, qualquer candidato ficaria impedido de votar em si, mesmo que não judicialmente condenado. O que, por outras razões, as de desportivismo, deveria suceder. Sem que me lembre de alguma vez ter mentido para caçar votos, seria incapaz de votar em mim, numa qualquer pugna decidida por maiorias.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

My Endorsement

Finalmente ouso tomar uma opção clara no apoio a uma candidatura na corrida à Casa Branca - Esta!
E sugiro ao Amigo Mialgia que junte um pouco de Encarnado ao Azul e Branco, para dar as cores dos EUA e esquecer tristezas...

Powell Source

Toda a gente repete em Portugal o que alguns alarmistas eleitorais americanos cognominaram de Efeito Bradley, a discrepância prejudicial a candidatos negros entre as intenções declaradas nas sondagens por eleitores brancos e os votos expressos nas urnas. Alguns, bastante articuladamente, como Manuel de Lucena, não vêem facilmente a votação de acordo com os propósitos expressos, nos Estados do Sul. Talvez, mas não é desses que Obama precisa para ganhar. E se a eleição que vitimou Tom Bradley ocorreu na Califórnia, Estado sem aversões étnicas de tomo, a raça desempenhou um papel, sim senhor, mas não de animosidade ou desconfiança face aos Afro-americanos. É que o Governador eleito, Deukmejian, era Arménio e esta Comunidade, de uma elite negociante propensa a ocupar cargos públicos de destaque em países maioritariamente hostis, tem muitos traços em comum com a Judaica, como lembrou Maria Filomena Mónica num ensaio sobre Gulbenkian. No caso, votaram todos no seu, um Republicano, apesar de normalmente apoiarem os Democratas. E a diferença de votos foi mais ou menos a da totalidade de originários daquele País, no Golden State.
O que é interessante é que Obama tem feito tudo para não sublinhar a sua condição racial, até contra apoiantes seus, veteranos activistas das campanhas de Luther King, por exemplo, o Congressista Lewis, da Geórgia. Aliás, é um tanto irónico ser agora apoiado por Powell, já que vocais agitadores contra o domínio branco Norte-Americano, os acusam de "traição" ao espírito das suas raízes, um por ser extracção da elite de Harvard, o outro por ter atingido o topo da hierarquia militar. Como se o Exército e a Educação não tivessem sido os ambientes pioneiros da integração...
O que Powell traz a Obama é uma caução de que com ele os EUA não deixarão de intervir, segundo as suas necessidades. O candidato, de resto, reafirma-o, só que quer desviar recursos do Iraque para o Afeganistão e, intermitentemente, para a Coreia. Os Americanos não ligam, já que a crise os faz pensar quase exclusivamente na Economia. E os Europeus? Porque assim vêem os aliados de Além-mar afastar-se um pouco mais para Leste?