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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Onde Mora a Dona Patti?

É Servida, ó Freguesa?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Consulta de Borla

Bem sei que há sempre divergência entre Governo e Sindicatos acerca da expressão numérica de uma adesão à greve. Mas a insistência dos muchachos socráticos em dizerem trinta e três, a propósito da diferença relativa à versão das associações dos Professores, só vem corroborar a noção de que a reforma da Ministra está mais do que doente. E com tanta insatisfação, na sequência de um exame superficial da posição do Poder, parece evidente a qualquer leigo que o mal é garganta...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Essa Palavra NATAL...

Nunca, até agora, havia participado na aquisição de um presépio, pois aquele que na infância me entretinha a montar, com os meus Pais, tinha sido comprado antes de eu poder sequer opinar. Acabei hoje por preencher essa lacuna; e o resultado é mais uma acha para a fogueira dos compreensíveis lamentos que povoam a blogosfera, acerca da perda do sentido sagrado da representação.
Na casa comercial aonde nos dirigimos ostentavam as paredes letreiros chamativos e de dimensão adequada, em que se dizia estarem em promoção de 20% as árvores de Natal e restantes peças de decoração natalícia. Como se a subalternização não bastasse, tendo este Vosso servidor perguntado, pensando fazê-lo por mera formalidade, se os presépios também eram abrangidos, recebeu a resposta que nos deixou boquiabertos, por parte da balconista, aliás simpática: não sei, vou perguntar. Foi de tal forma que Quem comigo se encontrava não resistiu a explicar que entrava muito mais na categoria anunciada a recriação do nascimento do Menino, do que o vegetal, que, embora entretanto enraizado, como lhe convém, ao menos nos costumes, seria de extracção pagã.
Consultado quem de direito, verificou-se que estava incluído na iniciativa embaratecedora, o que nos deixou perante uma remanescente dificuldade - optar por um de Figuras mais elegantemente talhadas, mas reduzido à Sagrada Família e aos animais, ou eleger outro, um pouco menos feliz artisticamente, mas com Reis e Pastores. Na dúvida insanável, trouxemos os dois. E levei o pensamento para a tradição medievo-renascentista italiana de juntar miniaturas das figuras gradas da cidade como sinal de devoção. Mas a (im)piedade nunca me faria colocar o Sr. Sócrates, por exemplo, junto de réplicas dos Elementos de Adoração, nesta polis hipertrofiada que nos calhou.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Toca Sempre Duas Vezes?

Não posso deixar de pensar que situações como esta, mais do que traduzir as fraquezas da rectidão humana, se ficam a dever ao anonimato progressivo a que muitas profissões são votadas. Antigamente, excluídas as micropovoações onde a extensão dos Correios era cometida a populares distribuidoras de outras mercadorias, confiava-se no Carteiro como um pilar social, ao ponto de, muitas vezes, ser ele a desempenhar tarefa para que não era remunerado, a leitura das missivas dirigidas a iletrados. Um resquício dessa confiança encontrei-o, não há muitos anos, ao saber da eleição para presidente camarário do único município da Ilha do Corvo do profissional desse ofício.
Na Urbe e arredores, cada vez mais, a tendência foi a de perder de vista a consideração pessoal dessa função, já que a actividade respectiva se subsumia à rotina sem rosto que se furtava ao nosso olhar, por estar bem debaixo dos nossos olhos. Chesterton desmascarou tal miopia psíquica no conto «O Homem Invisível», em que faz um assassinato ser cometido por um agente escamoteado às vistas das testemunhas - mas não ao raciocínio reconstituinte do Padre Brown - por um uniforme de responsável das entregas postais.
Da mesma forma, o dinheiro de plástico, de cartões creditantes debitantes e o Diabo a Sete, subtraem à vigilância do olhar a concreção do dinheiro, sempre equiparada a metal sonante ou cédulas sucedâneas. E, quando se juntam a evaporação da identidade de que dependem as imputações criminais e a abstractização da matéria sujeita a gamanço, chega-se o fogo à pólvora.
É o Progresso!

Estar Com os Azeites

Está explicada, quanto a mim, a razão de as petrolíferas, em Portugal, não baixarem o preço dos combustíveis tanto quanto as quedas do mercado poderiam determinar: antigamente o petróleo era vendido pelos azeiteiros e a expressão tomou, em gíria, o sentido de sujeitos que fazem tudo para dar nas vistas. É a procura da notoriedade, puro Marketing empresarial...

domingo, 23 de novembro de 2008

Imposto Em Trânsito

Eu não posso discordar de uma medida que quer tornar o ar mais puro e diminuir a dependência energética do petróleo. As minhas objecções são de outra natureza: será no recurso a esta electricidade que se esgota o choque fiscal de tão propalada necessidade? E dará ele resultado, num País em que ameaça desencadear uma tensão altíssima entre duas pulsões, neste caso, em oposição? Falo da cupidez anti-sujeição tributária que lideramos na Europa; e da satisfação de guiar ou invejar carros de alta cilindrada, num canto do Continente que igualmente ocupa lugar cimeiro no número de automóveis por habitante...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Gemada da Reforma

Em primeiro lugar, tenho de dizer que lançadores de ovos a figuras públicas deveriam ser expostos no pelourinho, para que a multidão transformasse os projécteis em boomerangs e os devolvesse, podres, como outrora.
Mesmo tratando-se da Ministra Lurdes, os brincalhões de Halloween para além da data não têm desculpa. Mas isso não impede que esteja aguardando, ansioso, uma nota conjunta do Ministério da Administração Interna e do da Educação, revelando que os arremessadores contra a Governante referida eram Professores disfarçados. É que se forem alunos, como vem noticiado, perde-se o alibi do Executivo, qual seja o de reformular os moldes da actividade docente para benefício de quem aprende. Se os que estudam estão contra as inovações tanto como os que ensinam, o único interessado nas novidades passa a ser o Conselho de Ministros. Que, com efeito, vem mostrando ter pouco a ensinar e menos ainda conseguir aprender.
O boneco abaixo não é da natureza das condenações que anteriormente citei. É um divertimento de feira, que permite atirar um ovo ao sujeito, desde que se page um euro. Pudesse eu pôr a titular da pasta da Educação neste preparo, como colaboradora numa empresa de local de diversões, teria a vidinha feita.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Inflação de Especialistas

Não é má vontade de comentador, é uma decisão de tribunal superior. A contratação de actividades periciais expressa em estudos e pareceres atingiu as proporções da enormidade. Nem é já, para além das mãos largas, o protelamento das obras e acções que o Estado se propõe realizar, motivado por infindáveis preparações, o que merece mais crítica. É, antes, a degradação da qualidade de um funcionalismo, que não integra os crânios necessários à apreciação que se encomenda por fora. Com a inerente duplicação de contrapartidas pecuniárias.
O mal nem é tanto estudar demasiado, é a necessidade de recorrer ao estudo de outros. Curto e grosso, não se lamenta tanto que os nossos organismos sejam marrões, mas, mais, que sejam cábulas com necessidade de repousar nos testes dos vizinhos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vermelha Sim,

mas de sangue! Devo confessar que em matéria de atravessamento de ruas sou mais do que bárbaro. Incapaz, quando conduzia automóveis, de desrespeitar um semáforo para veículos, quando se trata de luzinhas snalizadoras dirigidas a peões ligo tanto como às iluminações de Natal que me não cativem. É que, desculpava-me, é completamente diferente pôr em perigo o Outro, quando couraçado, ou a mim, enquanto apeado, caso em que se algo corresse mal não se perderia grande coisa. A Mulher Alemã de um Grande Amigo meu, com os cabelos completamente em pé perante o desrespeito absoluto em que eu e o Marido despreocupadamente incorríamos, desejosa de nos dar um bocadinho de razão contra tudo o que tinha aprendido, não encontrou melhor do que dizer que... em cada Vermelho há, afinal, um bocadinho de... Verde.
E obrigar-me a cruzar o alcatrão nas passadeiras, pior um pouco. Sempre o fiz onde calhava. Agora tenho um novo argumento. Como 40% dos atropelamentos ocorrem nas protecções pintadas que deveriam ser eficazes e não há essas riscas prioritárias em toda a parte, as chances de sofrer um acidente caminhando de um lado para o outro da rua andam ela por ela, dentro ou fora das passagens programadas. De modo que o idealismo de defender crianças e outros desprotegidos deste maravilhoso trânsito português terá toda a vantagem em mudar as advertências de perigo para uma nova convenção, como a que se sugere.