
O problema dos acessos já entendo. Quanto ao percurso que faça, as alterações têm alguma lógica, numa zona um tanto atravancada. Mas surgem-me umas certas dúvidas sobre a vantagem de a entrada se fazer em túnel, não só pela conhecida propensão sísmica da região, como porque a cidade, de tanto esburacada que vai estando no subsolo, qualquer dia apresentar dificuldades a expansões futuras do Metropolitano.
E chegamos ao essencial, quer dizer, o enigma do estardalhaço com que o Presidente da CML divergiu do Governo que já integrou. Numa altura em que este começa a suscitar vagas de contestação, por enquanto ainda localizadas, mas de dimensão, o facto de, como rezava musiquinha do meu tempo de menino e moço, a ponte ser uma passagem para a outra margem não configurará a demarcação que preserve popularidade e constitua alternativa? Com esta desconfiança a inundar-me, compreenderão que não haja intitulado o postalinho "De Costa a Costa". E daí...
5 comentários:
Interpreto esta notícias como estratégia meramente eleitoralista (sintonia entre a CML e o Governo. Só falta o som dos violinos!) Cá estaremos para ver (seria sinal que chegaremos a velhinhos!) quando e se se fará a dita cuja.
Ainda a CML: Afinal a requalificação da Casa dos Bicos já não vai custar 600.000 Aérios mas sim 1,5 milhões dele. Bem sei que o custo de vida está pela hora da morte, mas o que para aí não falta é mão-de-obra qualificada. Extraordinário como neste país não se cumpre um único prazo e orçamento. Já para não falar da doacção em causa.
Abraço.
Julgo que as pretensões do António Costa quanto à nova ponte já não são de hoje, Paulo. De hoje é, sim, a «visibilidade» que lhes está a ser dada, para mim com a intenção evidente de afirmar uma independência que tem sido particularmente questionada nestes últimos tempos. Também me parece natural – pensando no seu «post» anterior - que, em momentos de grande tempestade, quando o barco escoiceia sobre ondas revoltas, haja sempre uns quantos «ratitos» a posicionar-se perto dos escaleres de salvação.
P.S.: Esse assunto da Casa dos Bicos, referido pelo Mialgia, já me perturbou o processo digestivo em curso. É que, ao contrário do que refere o nosso Amigo, há muitas obras que cumprem os orçamentos e os prazos. Mas não são obras públicas. Com as públicas, todos os valores dobram, invariavelmente (ainda antes da obra começar), se não triplicam ou quadruplicam (depois). E é isso que torna a situação significativa e verdadeiramente escandalosa. Haverá alguma coisa a fazer contra isto?
Cara Luísa,
Bem entendido que me refiro às obras que envolvem despêndio de dinheiros públicos. Com as outras não me preocupo, a menos que me diga respeito ou a alguém que me é próximo.
Querido Paulo, digamos que há evidentes sinergias nesta troca de galhardetes...
Beijinhos
Meu Caro Mialgia,
longe de mim excluir que o romance do sim de Lino a Costa seja usado para transformar os noticiários políticos em revistas de coração! Não é o que vai sendo popular? Ou elas não se vendessem tanto!
Quanto ao problema bicudo, nada é demais para um Nobél, pensam eles de que...
Querida Luísa,
seja a visibilidade, seja o fundo, penso que o Dr. Costa faz, realmente, não dos ratecos que fogem, mas da ratazana que se aparta, espreitando do buraco que é a Reserva da República...
Querida Ariel,
e adivinhe quem sai esmagado destes apertos musculados provenientes do culturismo partidário?
Beijinhos e abraço
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