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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Passar ao Lado

Sou um distraído paradigmático. De Inverno, o guarda-chuva, de Verão, os óculos de sol, são atestados e vítmas, em simultâneo, da minha incapacidade de conferir concentração aos avatares da Rotina. Devolver o troco que vim de receber, ficar com esferográficas acabadas de me serem momentaneamente emprestadas, estender na biblioteca o cartão do supermercado, são características que só não aspiram à promoção a marcas de personalidade porque, uma a uma, são facilmente encontráveis em outros frequentadores dos mesmos meios. O todo é que podia ser desoladoramente identificante.
Há casos mais graves, como o de trocar o nome da Amiga com que se está, levando-me a apressadamente convocar a explicação de Michel Déon, que atribui a distracção diante de uma Mulher ao facto de Ela nos perturbar. Isto para evitar males sérios, como a suspeita de um interesse comparativamente menor, sempre na ponta da língua acusadora das Atingidas pelo erro. É a luta permanente por nos defendermos através da paradoxal exibição de um estado indefeso que cative. Mas a melhor escapatória, porque aplicável à própria crítica que a todo o momento nos impele a morder a língua, ainda é reparar que há casos piores. Como este, que me consola por estar longe de poder dizer-se que, sendo doutros, enforme um mal, já que é impossível dizer que não foi fecundo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Memória Embonecada

Tinha prometido à Ka fotografia da Árvore de Natal da minha infância. Procurei uma a cores, que as há. E porque a superstição das nossas assimilações quer que o cromatismo variado dê melhor conta da Felicidade. Hoje, desisti, resolvendo atirar-Vos com esta, a preto e branco. Será mais adequada a um tempo em que já não está completa a equipa, em que se diluiu a vontade de estar contente, só os Afectos Supervenientes que também Vós sois levando a fazer das fraquezas forças para resistir a deixarmo-nos submergir pelo espectro de Scrooge.
A minha Mãe, nesse tempo em que a Realidade não Lhe tinha sido subtraída, denominava esta foto como «Cinco Bonecos». O da extrema-esquerda, quem diria, é aquele que se deleita nestas conversas virtuais com a Vossa Simpatia. Que é uma maneira de reencontrar Alegria. A possível, como diriam os reporters televisivos.
Começo hoje a desejar Aos Que aqui passam uma Santa Quadra.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Minha Iniciação

Manda a Gi que eu manifeste os meus primeiros passos no Mundo das Letras. Já aqui dei conta dos relativos ao período em que era absolutamente principiante. Urge, portanto, retomar o fio da meada onde ficou a ponta por pegar.
Uma das primeiras leituras foi a das Aventuras de Tintim, que me fascinaram, nem tanto pelo protagonista, mas sim pela inolvidável figura do Capitão. Penso que aí fiquei de vez configurado no sentido de identificar a perfeição não com o sucesso, muito mais com a disponibilidade de aplicar-se totalmente, entrincheirada em separações radicais do que se gosta e daquilo que nos impressiona mal. Segui pelo Astérix a que ainda volto bastante e muito, muito, pela escola Disney Brasileira, de que ainda conservo um malão cheio, para possível êxtase das traças. Passei da Banda Desenhada para os textos com Blyton, onde detestava os Sete, porque assumidamente infantis e desconfiava dos Cinco, os quais via como demasiado preocupados. Era a série »Mistério», com o Gordo & Cª. a pregar partidas ao polícia Arreda que me enchia as medidas, talvez por paixão precoce pelos disfarces físicos e para alimentar uma costela anarquista contra a baixa autoridade, em ordem a aliar-me à de posto mais elevado.
Fora disso, também já contei algures como a minha Mãe me passou para as mãos os romances de Júlio Dinis e a «Guerra e Paz» de Tolstoi, enquadrando muito embora a leitura com a explicação histórica, facto que me causou algum traumatismo de que ainda me não livrei.

Mas, logo em seguida, veio o conjunto que quero hoje enaltecer, a «Colecção Histórias», da Bertrand, onde tomei o primeiro contacto com muitas obras de que logo quis ler uma versão mais adulta. Era coisa admirável para fomentar hábitos de Leitura. Livros que me marcaram, como «Os Três Mosqueteiros» e «Vinte Anos Depois», de Dumas, o «Robinson Crusoé», de Defoe, ou «A Flecha Negra», de Stevenson, aí tiveram o primeiro contacto. O facto de alternarem as páginas de texto corrido com as de uma súmula, em quadradinhos, tornavam-nas particularmente apelativas e eficazes, em ordem a despertar a curiosidade e o seu filho, o vício. Aí, com o Sinbad, vivi a primeira aproximação às «Mil e Uma Noites», que, posteriormente, li por completo, quer em boa versão portuguesa da opção realista de Mardruz, quer numa edição setecentista do elegante Galland, que possuo. E ainda guardo o projecto de me abalançar à transposição de Burton, no Inglês em que ficou. Hoje por hoje, depois de ter estudado não sei quantas páginas sobre o Robim dos Bosques, quer em ensaios sobre a lenda, quer em ficções, é ao tríptico constante deste grupo que me mantenho fiel, no estabelecimento da ortodoxia narrativa.
Em sequência, viria outro conjunto importante, o da «Biblioteca dos Rapazes», da Portugália, começando pelo terceiro da série Dumasiana, «O Visconde de Bragelone», não publicada na anterior. Logo após o que a Entidade Materna me achou maduro para me meter nas mãos «A Cidade e as Serras». Estava lançado!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Depois da Festa

O Almoço Festivo, de Nicolas LancretNão pensem que ficámos assim, mas foi uma bela Ceia de Natal, antecipada em horário e calendário, com blogadores que conheceis. A Ana Vidal, a Leonor e o Hélder, a Patti, a Fugidia, o Luís Serpa e este chatarrão que dá notícia do festim. É sempre bom conviver também ao vivo com as nossas Amizades Virtuais. Há a ponta de perversão, tentando fazer coincidir a imagem postada com a posta de Gente que nos caiu à mesa. Mas há muito mais, a descoberta do Outro, com um pretexto estimável, dado já termos preenchido algum critério de interesse despertado, não ser a pura confiança numa alea que pode desmentir-se.
Tenho de dizer que tudo superou as minhas apesar disso altíssimas expectativas. Os que já conhecia estavam no Seu Melhor. E aqueles que passei a conhecer justificaram também ainda andar nesta vida, provando que ainda temos satisfações a retirar. Falou-se do nosso tema comum, a blogocoisa, mas também de tudo um pouco. E todos concordámos que este meio é uma amostra do Mundo. Do Bookcrossing à influência da Lua sobre as marés, do Carácter Nacional Austríaco às belezas de Itália, da sobrecarga escolar dos Miúdos de hoje às vitórias benfiquistas, da problemática das juntas médicas, à afeição pela gataria e à Arte de Lobo Antunes, de tudo conversámos. Como aqui, afinal. Será a Blogosfera que imita a Vida, mas estou prestes a cair na tentação de sentenciar que talvez seja a Vida a imitar, um pouco a Blogosfera...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dar Continuidade

Tenho a subida honra de chamar a atenção de Vossas Excelências para um local em que Vários Expoentes de uma Elite Absoluta fazem, a partir de hoje, o favor de me acolher, demonstrando que só para ratazanas pode ser nocivo um Risco Contínuo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Post(o) a Nu

A Aniversariante Ka acorrentou-me a este inquérito. Não se pode dizer que responda uma vez quando o Rei faz anos, mas certamente que sim, quando é Tal Rainha a fazê-los. Temos de colocar uma foto nossa, escolher um cantor, cantora, ou grupo e dar-nos a conhecer com títulos de canções dele/dela/deles em jeito de resposta a cada item de cusquice.
Para Os que me seguem há mais tempo, poderá ser overdose. E daí, talvez não, posso ter criado habitação... e nada de efeitos...
Há que nomear mais cinco vítimas.
E a pastilha vai para:
Nocas Verde

Ana Vidal

Luísa

Lady Bird

Fugidia

Quanto a mim, posso resolver com Sinatra?


1) És homem ou mulher?

«The Lady Is a Tramp»



2) Descreve-te:

«It´s All Right With Me»



3) O que as pessoas acham de ti?

«Misty»



4) Como descreves o teu último relacionamento:

«Strangers in The Night»



5) Descreve o estado actual da tua relação:

«I´ve Got You Under My Skin»



6) Onde querias estar agora?

«Fly Me To The Moon»



7) O que pensas a respeito do amor?

«The Best Is Yet To Come»



8) Como é a tua vida?

«My Way»



9)O que pedirias se pudesses ter só um desejo?

«The Impossible Dream»



10) Escreve uma frase sábia:

«Born Free»