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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Barras no Literalismo

Sim, eu sei que a vida cubicular da cidade grande é propícia a uma hipersensibilidade que deixe o travo amargo de uma vida engaiolada. Não só os apartamentos, longe do nível do natural do solo e hermeticamente cerrados, como a rotina que pode, nos momentos de fragilidade maior, constituir a mais opressiva das grades, no íntimo de cada ser à beira do desespero. Também a referência permanente oscilando entre a solidão e o remorso que é a identificação com os animais confinados a jaulas de vária dimensão, tomando o lugar da própria pena deles. Para além do Quixotismo em que cada um de nós busque a sua salvação terrena condenar, quase fatalmente, à devolução à procedência, metida nos ferros protectores e disciplinadores da ânsia de voar para longe.
Sim, eu sei. Mas seria preciso entender as coisas tão à letra?!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Casa Roubada

À primeira vista, até poderia concordar com as posições do BE, de se demarcar do apoio do Vereador Sá Fernandes a uma colega que se aproveitou de uma subvenção paga em espécie, qual seja a cedência de uma casa com contrapartidas irrisórias. Numa apreciaçõ superficial, até poderia endossar a vantagem em a acção de um autarca estar liberta de disciplinas, podendo governar com uns e apresentar iniciativas de outros. Mas para funcionar a sério esse estado ideal, seria preciso que as Vereações e Presidência camarárias não fossem eleitas em listas de partidos, mas sim "em nome individual". Porque, de contrário, os favores de pelouros e outras atribuições serão smpre pagos, na hora da verdade, com apoiozinhos solidários a ramas da força política que comanda, mesmo quando a Ética (a não ser que a Republicana seja um caso especial) imponha o contrário.
Mas deixo uma pergunta ingénua: a posição do Dr. Louçã, de não gostar mesmo nada mas continuar a apoiar o eleito, não é muito semelhante à deste, de estar com um pé na Maioria e outro na Oposição? Na esperança de, assim, não poder perder?