Estão explicados os acontecimentos calamitosos do BPN. Como o Inglês é o idioma que predomina nas transacções dos dias que correm, o Dr. Oliveira e Costa, decerto por erro de digitação a que é alheio, confundiu ser um banqueiro com estar entrincheirado: To be a banker por to be in a bunker. Ou como fortificação nem sempre é fortalecimento de capital.
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sábado, 6 de dezembro de 2008
Língua Franca?
Estão explicados os acontecimentos calamitosos do BPN. Como o Inglês é o idioma que predomina nas transacções dos dias que correm, o Dr. Oliveira e Costa, decerto por erro de digitação a que é alheio, confundiu ser um banqueiro com estar entrincheirado: To be a banker por to be in a bunker. Ou como fortificação nem sempre é fortalecimento de capital.
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Árvore das Patacas,
Crime e Castigo,
Pimenta na Língua
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Preto, Para Além da Circunstância
Já em anterior momento referi o embaraço em que me atolei por causa das conotações do claro-escuro na nossa linguagem. Esqueci-me todavia de abordar um ponto de actualíssima solicitação. Nos Estados Unidos o dia que se segue à Quinta-Feira de Acção de Graças, o de hoje, no ano presente, é chamado Black Friday, a partir da coloração contabilística que regista prejuízos a Vermelho e lucros a Negro. Parte-se de uma constatação de comportamentos tradicionais para uma esperança dos Comerciantes, traduzida em ver chegar o dia da corrida dos compradores às lojas, no início da época Natalícia. Algo positivo, por ninguém contestado.A própria instituição da Acção de Graças, evocando uma ceia de gratidão para com Deus para com os Índios que ensinaram certas formas de cultivar a terra, transmutou-se naquilo que tendemos por cá a concentrar no Natal, o retorno ao convívio de Pais e Filhos, numa dimensão muitas vezes mais difícil do que a que do nosso lado predomina, em função das dimensões continentais do País. Ao Natal fica cometido um estatuto de festa de crianças, com a obrigatoriedade de consumo e desperdícios festivos, mais próximo do espírito do nosso Ano Novo.
Durante muito tempo pensei a adulteração da mensagem religiosa do Menino nascido ns palhinhas como mais uma manifestação do pior infantilismo materialista dos Norte-Americanos. Porém, observando a cada vez maior padronização aquisitiva e profana com que enformamos a Celebração Natalícia, second thoughts me ocorrem: a separação radical entre os dois tipos de comportamento não estará um passo à nossa frente, desprovidos que nos encontramos dessa válvula de segurança?
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Sob Este Signo...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O Bloguista Técnico
Imaginem só, como a desvergonha não tem limites, hoje vou abalançar-me a escrever sobre Economia! Ou melhor, sobre a auxiliar dela que é a língua. Há muito que desconfiava, mas esta dúvida do Prof. César das Neves fortaleceu-me a convicção de que na degradação do termo técnico tudo está ligado. Ainda admitia que a Recessão Técnica fosse uma categoria amplamente constatada e teorizada pelos Académicos. Um dos mais Ilustres vem agora desenganar-nos, dizendo que ela surgiu dos títulos da Imprensa, o degrau imediatamente acima do Nada.Ora, o que vos proponho é o percurso de perda do estatuto técnico. Talvez tenha começado com a consagração profissional Engenheiro Técnico, considerado um grau de habilitação não tão dilatada com o Engenheiro tout court. Mas para o inconsciente colectivo não chegava, por estar associado a actividades profissionais estimáveis. Veio então o Futebol, começou-se a dizer de uma equipa que não conseguia grandes resultados, apesar de possuir jogadores com dotes, que tinha muita técnica, mas... pouco ou nenhum rigor. Isto sim, já começava a entrar na cachimónia da gente. E eis que surgiu a gota de água, o Inglês Técnico com que o Sr. Sócrates terá, por correspondência, acabado o curso. À primeira vista pareceria um segmento linguístico que não é dominado por todos. Mas tanta conversa sobre a insuficiência de certificações para a assunção de uma categoria profissional, outra coisa não fez do que inculcar a ideia de que se tratava dum pedaço do idioma mais rasca, "não tão inglês como o resto".
Que admira pois, com a criatividade dos Gentlemen of the Press, que se denomine assim uma recessão que não (se sabe se) é tão recessão como a "pura", resultante da avaliação de um ano? Para mais, sendo a que não precisa de ser caucionada pela análise de reputados professores de Economia.
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Árvore das Patacas,
Pimenta na Língua
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Dobrar a Língua
O Sr. Sócrates fez uma confusão. Apesar de os dicionários consagrarem o sentido de aproveitamento das condições favoráveis para o termo oportunismo, o uso reservou o vocábulo para a conduta que tira proveito de vicissitudes resultantes de condições estranhas à acção de qualquer dos contendores políticos. Como uma tragédia natural, ou uma escassez determinada por circunstâncias independentes de decisões do Poder, por exemplo. Assim, classificar o apoio de partidos da oposição à luta dos Professores como oportunismo não tem cabimento, talvez ele quisesse antes dizer que era oportuno, o que, como se sabe, vem sendo raro. Porque do que se tratava era da contestação de uma medida do seu governo, errada, como noutro lado já opinei.Outra asneira é crismar de lógica corporativa a defesa dos direitos dos professores, a qual, até pela forma que tomou, está muito mais próxima do procedimento sindical, embora com uma amplitude bastante maior. É que Corporativismo é a defesa de posições profissionais tendente a evitar o conflito; e a manifestação deste fim de semana vai sendo prova provada de que os estigmatizados pela acção da Ministra Maria de Lurdes estão mais do que dispostos a dar luta.
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Chamada ao Quadro,
Claques da Política,
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domingo, 2 de novembro de 2008
Esvaziar a Sentença
Ontem, a cair de sono, agravado este pela monotonia de um televisionado jogo leonino pouco colaborante, faço um pequeno zapping e oiço uma auto-intitulada empresária, presente no certame comercial publicamente recomendado que é Salão Erótico louvar a afluência feminina, dizendo que, hoje em dia, se compenetraram de que são mulheres sexuais, não só esposas e mães.
Bem, eu até percebo o que ela quer dizer, mas a formulação deixa um tanto a desejar, pois parece implicar a peregrina ideia de que o sexo estaria ausente desses dois magnos estatutos. No primeiro caso seria fazer tábua rasa do débito conjugal. No segundo, recuar ainda além da década de Cinquenta do Século XX, em que a publicação de escrito de Malinowski nos dava notícia de um derradeiro povo que, na Polinésia, não associava o acto sexual à gravidez.
Além de que a sentença, assim despida de um redentor "também", ou de divisória que explicite ser apenas uma das dimensões, pode fazer os mais incautos caírem num conceito algo murcho e reificado do que a Mulher seja:
Bem, eu até percebo o que ela quer dizer, mas a formulação deixa um tanto a desejar, pois parece implicar a peregrina ideia de que o sexo estaria ausente desses dois magnos estatutos. No primeiro caso seria fazer tábua rasa do débito conjugal. No segundo, recuar ainda além da década de Cinquenta do Século XX, em que a publicação de escrito de Malinowski nos dava notícia de um derradeiro povo que, na Polinésia, não associava o acto sexual à gravidez.
Além de que a sentença, assim despida de um redentor "também", ou de divisória que explicite ser apenas uma das dimensões, pode fazer os mais incautos caírem num conceito algo murcho e reificado do que a Mulher seja:
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danados para a brincadeira,
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
How Very Typical!
Nestas coisas da Semântica, apesar de o Futebol encerrar como que um microclima, procuro sempre ter a humildade de estudar mais e de conceder uma certa Autoridade a Homens que até são Professores, como o treinador do Porto, Jesualdo Ferreira. Posto este preâmbulo, tenho de confessar o quão perplexo me senti com as declarações fresquinhas sobre terem sido atípicos os golos sofridos pelo futebol Clube do Porto, no presente campeonato. Tento esmiuçar a coisa e chego a quê? Que esta atipicidade quer dizer "de bola parada". Mas então, não há muitos golos marcados assim? Há. Em que são, pois, incaracterísticos? As diversas penalidades não fazem parte do jogo, às dezenas? Fazem. Atípico, portanto, como sinónimo de não ser costume assinalar muitas contra aquele emblema? Nada, geraria suspeição dizer que os árbitros poupam a própria equipa e poderia ocasionar rigores no futuro imediato.Abalancei-me, angustiado, ao dicionário. E no verbete correspondente vejo que se diz atípico do fenómeno das febres intermitentes cujos acessos não têm regularidade. Era só um exercício de optimismo, o responsável queria dizer que o estado de coisas actual não se vai prolongar inalteradamente. O pior é que, até agora, já vai havendo uma consistência ininterrupta. Mas o sonho comanda a vida.
Assim se fala em bom Português.
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Frangos e Golaços,
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Escapado à ASAE
Não quero discutir os méritos ou deméritos da legislação anti-tabagística, pretendo tão-só contestar a precisão linguística dos titulares de cargos de responsabilidade que falam em dados objectivos sobre o gosto dos portugueses por aquelas limitações. Por muito cientificamente criteriosa que haja sido a recolha, elementos sobre preferências são sempre subjectivos, o campo que abordam contamina-os de disputabilidade pessoal. E isto em quem faz gala de rigor, dizendo não se poder falar de especialistas em cessação tabágica!É o mal das Democracias, não lhes basta o fundamento da Saúde, têm sempre de arranjar maneira de as medidas se impingirem como populares. Para quem nunca na vida fumou um cigarro, ou seja, este escrevinhador, mas se deliciou com uma dúzia de bons charutos, na esperança de materializar as promessas esfumadas que lhes via, é sempre de lembrar o que, a respeito, escreveu Burton:
Tabaco, divino, raro, superexcelente tabaco, que vais muito além de todas as panaceias, ouro potável e gemas do filósofo, soberano remédio para todas as doenças.
Mas podem responder-me que ele escreveu isso na «Anatomia da Melancolia», sendo o estado dissecado, afinal, o de muito fumador, nestes tempos do fim...
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