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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Barras no Literalismo

Sim, eu sei que a vida cubicular da cidade grande é propícia a uma hipersensibilidade que deixe o travo amargo de uma vida engaiolada. Não só os apartamentos, longe do nível do natural do solo e hermeticamente cerrados, como a rotina que pode, nos momentos de fragilidade maior, constituir a mais opressiva das grades, no íntimo de cada ser à beira do desespero. Também a referência permanente oscilando entre a solidão e o remorso que é a identificação com os animais confinados a jaulas de vária dimensão, tomando o lugar da própria pena deles. Para além do Quixotismo em que cada um de nós busque a sua salvação terrena condenar, quase fatalmente, à devolução à procedência, metida nos ferros protectores e disciplinadores da ânsia de voar para longe.
Sim, eu sei. Mas seria preciso entender as coisas tão à letra?!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ratice, Precisa-se!

Para começar hoje com ligação ao que ontem encerrou, devo dizer que me parece bem necessário recorrer a outro método para expulsar esta rataria, já que a Música de hoje em dia pode suscitar muitas reacções, mas não propriamente encantar, que é o que se pretende fazer aos ratos. Mesmo se os seus intérpretes se mostram aptos a continuar a cativar a Miudagem. Também não me agrada a hipótese do veneno, pois, para além do risco de matar bichos inocentes, sabendo-se o quão peçonhenta é a sociedade actual, já deve ter levado os roeores a segregarem anti-corpos. Resta a maneira mecânica, esperando que a vontade da comunidade seja suficientemente forte para suportar tanto corpo de bicharoco apanhado; e que eles não hajam aprendido com a experiência ancestral...

sábado, 25 de outubro de 2008

Na Minha Carapaça

A Tartaruga Magnífica, de Oxana ZaikaFiz o teste que a Margarida Pereira sugeriu. Torcia para que resultasse Gato, mas, afinal, pelo mecanismo ínvio da escolha de respostas a perguntas um tanto ou quanto arbitrárias, o animal que eu sou foi dado como... a Tartaruga. E a ele atribuída a sabedoria, julgo que extrapolada a partir da lentidão, aqui perspectivada como "ponderação".
Que sou lento, não nego, temo é que por motivos menos dignos de encómio, tais a preguiça ou a obtusidade. Mas o que importa neste momento é confrontar a fonte desse saber, invejável nos nossos dias, quando comparada com a associação que os povos primitivos faziam. Com efeito, também lhe atribuíam um carácter sábio, contudo, normalmente, a tónica incidia sobre a criatividade ou a capacidade de adivinhação. Quer dizer, a exploração das sensibilidades e a clarividência para além da própria época, cuja omnipresença ora esmaga, ora irrita. E isto leva-me a um hábito antigo, o qual, fiado na sobrevivência multissecular deste simpático bicho, fazia inscrever datas na sua dura protecção. Para mim, apaixonado da História que sou, privilegiando as viagens no Tempo, face às que percorrem o Espaço, esta concha desempenharia o papel equivalente nas paragens temporais ao das malas de viagem com os rótulos dos hotéis por onde entes viajados passam.
E na compreensão dos tempos idos concordo, enfim, com o valor emblemático que me calhou