Muitos se interrogarão sobre o motivo que terá o Executivo do Dr. Costa para distribuir castanha pelos vendedores da dita, cobrando-lhes uma taxa exorbitante por uma pequena extensão do horário de venda. Tenho como óbvia a resposta, de tanto ouvirem falar em castanha pilada, pensaram ser obrigatório um esforço camarário de tirar a pele. E o consentimento numa barraca de farturas, lamentado na segunda parte da notícia linkada, denota o entendimento com o Governo, tão celebrado a propósito do acordo das entradas na Terceira Travessia do Tejo: quando o Ministro Teixeira dos Santos reconhece não poder cumprir os números que anunciara, nas grandes variáveis económicas, a Câmara avança com fartura sucedânea, que dê a ilusão. É presiso é picicologia, como quem diz, esperteza saloia.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Recolher Quase Obrigatório
Muitos se interrogarão sobre o motivo que terá o Executivo do Dr. Costa para distribuir castanha pelos vendedores da dita, cobrando-lhes uma taxa exorbitante por uma pequena extensão do horário de venda. Tenho como óbvia a resposta, de tanto ouvirem falar em castanha pilada, pensaram ser obrigatório um esforço camarário de tirar a pele. E o consentimento numa barraca de farturas, lamentado na segunda parte da notícia linkada, denota o entendimento com o Governo, tão celebrado a propósito do acordo das entradas na Terceira Travessia do Tejo: quando o Ministro Teixeira dos Santos reconhece não poder cumprir os números que anunciara, nas grandes variáveis económicas, a Câmara avança com fartura sucedânea, que dê a ilusão. É presiso é picicologia, como quem diz, esperteza saloia.
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A Capital,
Árvore das Patacas,
Comes e Bebes
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Hoje Não Seremos Todos Lunáticos?
Já depois do convívio, uma Querida Amiga acusou-me de viver no Mundo da Lua. Não contestarei, até porque hoje se poderá ver a Lua Cheia mais brilhante de 2008. A dura realidade é a da falta de tempo. Depois da paparoca da tarde, saio para uma janta que se pretende também épica. Amanhã virei responder a comentários e correr as páginas amigas. Até lá, convido todos a uivar com este compincha, pedindo cautela, pois durante a semana foi divulgada uma santa estatística que comprova maior número de ocorrências criminais nesta fase lunar.
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Comes e Bebes,
Finitude
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Excessos Enquadrados
Afinal, a anorexia promete ser derrotada e todos os excessos alimentares e de condução em sentido estrito não acarretarão consequências malignas. No Canadá um traficante de droga, condenado, além disso, por participação em organização criminosa violenta, foi libertado, por ser excessivamente gordo. Se a moda pega, não se abdicando da proporcionalidade, decerto não serão precisos tantos Kilogramas para cada infractor ao Código da Estrada escapar à punição: em engordando um bocado, bastará não pagar a multa, optando pelos dias de prisão alternativa. Se estiver, de facto, com peso em excesso, pode ser posto fora. Já não é só o perú que se engorda na Quadra. Alguns humanos também sabem depender dessa perspectiva o final feliz de evitar ver nascer o Sol aos quadradinhos.
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Comes e Bebes,
Corpo São...,
Crime e Castigo
domingo, 30 de novembro de 2008
Greguerias
Finalmente de regresso, após fim de semana de muitas voltas, onde, entretanto, provei não ser rapaz de rancores: depois do triste resultado do Benfica contra uma equipa helénica, ainda quis comer mais e fui até Ilhas Gregas.
Calma, não virei turista no Mediterrâneo Oriental, optei foi por retemperar forças num excelente restaurante com ementas à base de pratos daquela nacionalidade herdeira de civilizações que fizeram muito do nosso património. Aqui mesmo, pelo Estoril, junto à Marginal, embora de marginal nada tenha essa instância de cosmopolitismo.
As entradas são excelentes, o vinho agradável e quem nunca comeu Moussakas não sabe o que perde. Mas é de evitar a todo o transe a mistela que é dada como café. Peçam do nosso, que tambem o há.
Calma, não virei turista no Mediterrâneo Oriental, optei foi por retemperar forças num excelente restaurante com ementas à base de pratos daquela nacionalidade herdeira de civilizações que fizeram muito do nosso património. Aqui mesmo, pelo Estoril, junto à Marginal, embora de marginal nada tenha essa instância de cosmopolitismo.As entradas são excelentes, o vinho agradável e quem nunca comeu Moussakas não sabe o que perde. Mas é de evitar a todo o transe a mistela que é dada como café. Peçam do nosso, que tambem o há.
Amanhã conto que o blogue e as visitas que faço retomem o seu curso habitual.
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Comes e Bebes
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Gestão de Imagem
Querida Amiga, como spin doctor deste cavalheiro, desafio-A agora a dizer que não se trata de um bichinho amoroso...
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danados para a brincadeira,
Empatias
Aproveitadinhos
O Bebedor de Água, de Viktor Katyuschik
Confesso que a persistente necessidade que sinto de reciclar o Homem não passava por aqui. Sei que o problema de falta de água é grave em muitas regiões do Globo e que em situações de desespero é dos livros o recurso ao repugnante mas único líquido ao dispor. Simplesmente, parece-me necessário andar muito no mundo da Lua para, sem premências do género, alguém se sujeitar livre e conscientemente aos humores de um centrifugador. Cosmonauta sofre!
Confesso que a persistente necessidade que sinto de reciclar o Homem não passava por aqui. Sei que o problema de falta de água é grave em muitas regiões do Globo e que em situações de desespero é dos livros o recurso ao repugnante mas único líquido ao dispor. Simplesmente, parece-me necessário andar muito no mundo da Lua para, sem premências do género, alguém se sujeitar livre e conscientemente aos humores de um centrifugador. Cosmonauta sofre!
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Máquina Infernal
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Ceci Est Une Carotte
Apesar da aparência de pernas entrecruzadas, não se trata de usar cenoura como alcunha de alguma bailarina ruiva, tão-só da plena literalidade dela, agora que a UE aligeirou normas de comercialização. Tudo bem, os argumentos em prol de aproveitar produção são atendíveis, mas não condiz esta bota com a perdigota de disciplinas duras de outras formas alimentares. Preparemo-nos, vêm aí acidentes muito engraçados.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Tacada e Carambolas
Surpreendente pode ter sido, à primeira vista, o episódio do casal do Colorado que estacionando num take away, à procura de uns tacos com que matassem a traça que sentiam na barriguinha, foram presenteados com uma pequena embalagem de... Marijuana.Uma explicação óbvia para o caso seria ter-se convencionado em alguma rede de tráfico o pedido de tacos como código para ser atendido em forma de cannabis por aquele distribuidor. Mas há hipótese mais preocupante,
qu-al seja a de o extra consubstanciar um acto mais de propaganda do fortíssimo grupo reivindicativo que pretende ver aquela droga legalizada, mesmo para além do uso médico. Tão persistente tem sido a campanha que chegam a adaptar os antigos cartazes com que se exortava à abstinência do consumo desse vegetal, invertendo a mensagem, como aqui demonstro graficamente. E ninguém me tira da cabeça que foi a recepção deste tipo de ideário que levou à nossa aba da abertura aos estupefacientes, com a descriminalização do consumo por anterior Governo Socialista.Agora, se querem mesmo uma alternativa alucinada, ao estilo peculiar deste blogueiro, diria que, sendo os tacos uma comida Mexicana e sendo o grande País Centro-Americano a terra dos cogumelos alucinogénicos, havia uma tradição culinária a manter...
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Delírios
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Publicidade Enganosa
Quanto a ser correcto exceptuar-se ou não o produto propagandeado, deixemos que os cientistas o atestem Até lá, tomo-o por camuflagem de mensagens com maior grau de importância na estrutura familiar.
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Corpo São...,
Crime e Castigo
domingo, 26 de outubro de 2008
Falta de Chá
Darumá, por Seikou Hirata
Nada como aproveitar um Domingo para confessar o quanto me chocou esta prescrição de chá (verde) para adelgaçar o corpo. Em princípio, seria um conselho nutricionista como qualquer outro, mas o certo é que não pude deixar de me recordar da lenda japonesa do surgimento do vegetal tão usado nas espalhadíssimas infusões. Teria ele brotado do voto piedoso de Darumá, de renunciar a todas as vaidades deste mundo e, de joelhos sobre o solo pedregoso, permanecer em contemplações místicas para redenção da humanidade, no resto da sua vida. Já sem pernas, gastas pelo incómodo da posição, sucumbira certo dia ao cansaço, adormecendo. Uma vez desperto, tão horrorizado ficou que, para não repetir a cedência à fraqueza, cortou as pálpebras, atirando-as para a terra. Elas teriam criado raízes e, desenvolvendo-se, corporizado o arbusto de cujas folhas se faz o chá. Ainda hoje a figura do asceta é motivo popular nipónico de muitas taças por onde aquele se bebe.
Não é chocante que se queira empregar o desdenhador das pavonices fúteis como propiciador dos kilos a menos que permitam fazer figura?
Nada como aproveitar um Domingo para confessar o quanto me chocou esta prescrição de chá (verde) para adelgaçar o corpo. Em princípio, seria um conselho nutricionista como qualquer outro, mas o certo é que não pude deixar de me recordar da lenda japonesa do surgimento do vegetal tão usado nas espalhadíssimas infusões. Teria ele brotado do voto piedoso de Darumá, de renunciar a todas as vaidades deste mundo e, de joelhos sobre o solo pedregoso, permanecer em contemplações místicas para redenção da humanidade, no resto da sua vida. Já sem pernas, gastas pelo incómodo da posição, sucumbira certo dia ao cansaço, adormecendo. Uma vez desperto, tão horrorizado ficou que, para não repetir a cedência à fraqueza, cortou as pálpebras, atirando-as para a terra. Elas teriam criado raízes e, desenvolvendo-se, corporizado o arbusto de cujas folhas se faz o chá. Ainda hoje a figura do asceta é motivo popular nipónico de muitas taças por onde aquele se bebe.Não é chocante que se queira empregar o desdenhador das pavonices fúteis como propiciador dos kilos a menos que permitam fazer figura?
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Comes e Bebes,
Lendas e Narrativas
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Pedagogia da Balança
O Ensino deve transmitir preceitos que ajudem à manutenção da Saúde, decerto. No caso da obesidade, parece importante que explique os valores alimentares e as tomas aconselháveis de cada género comestível. No que não posso concordar é na promoção de programas obcecados e obsessivos como este. Deixar as criancinhas sujeitas a um bombardeamento de imposições físicas, com o objectivo declarado de combater o aumento de peso, parece-me um perigoso resvalar para o Totalitarismo, que nem deixe à iniciativa de cada discente a margem de se construir, ao mesmo tempo que faz fermentar sentimentos de marginalização ainda mais humilhantes contra os que hajam nascido gordos.
Mesmo considerando o Futuro, parece-me um erro tremendo, a par do da extensão do tempo das aulas e do da multiplicação dos tempos preenchidos. Uma parece-me incompatível com a capacidade de concentração sustentada das nossas crianças. A outra uma clara tentativa de esmagar a acção da Igreja e ouftras instâncias extra-estatais. Ora, os conteúdos combinados destes dois parágrafos podem bem fazer com que os "revoltados contra a Escola", mais e em maior grau do que até aqui, se expressem preferencialmente, doravante, em corridas aos hamburgers, logo que soe a campaínha. E que os que aceitem os ditames passem a sofrer de monomania da fita métrica, podendo cair em estados de anorexia bastante mais previsíveis do que os causados pela mera ambição de ser manequim, sempre exclusiva de muitíssimo menos gente.
O nó do problema está na instilação da falácia que, jocosamente dá o título a este livro:
Mesmo considerando o Futuro, parece-me um erro tremendo, a par do da extensão do tempo das aulas e do da multiplicação dos tempos preenchidos. Uma parece-me incompatível com a capacidade de concentração sustentada das nossas crianças. A outra uma clara tentativa de esmagar a acção da Igreja e ouftras instâncias extra-estatais. Ora, os conteúdos combinados destes dois parágrafos podem bem fazer com que os "revoltados contra a Escola", mais e em maior grau do que até aqui, se expressem preferencialmente, doravante, em corridas aos hamburgers, logo que soe a campaínha. E que os que aceitem os ditames passem a sofrer de monomania da fita métrica, podendo cair em estados de anorexia bastante mais previsíveis do que os causados pela mera ambição de ser manequim, sempre exclusiva de muitíssimo menos gente.
O nó do problema está na instilação da falácia que, jocosamente dá o título a este livro:
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Chamada ao Quadro,
Comes e Bebes
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