Tenho de dizer que, no affaire Pardon, estou totalmente pelo lado da Carla Bruni, ao pretender encher o saco de euros, para os doar à Caridade. Não só porque o fim é bom, como porque acho que Ela foi alvo de um insulto duplo. Não estaria tão certo, caso a sociedade da Reunião que lhe estampou o nu se tivesse ficado por tal ousadia. Parecer-me-ia, então, que espremer os direitos de imagem não honra qualquer estrela, como a que, por razões várias, a bela Italo-Francesa se tornou.
Todavia, a frase, combinada com o nome da firma, é acintosa, ao ponto de degradar gratuitamente a percepção do matrimónio dela com o Presidente, coisa que merece sanção dura. E, para cúmulo, o dono da empresa que conseguiu esta publicidade de sonho, veio, com uma justificação seráfica, invocar em seu favor outra, em bem mais dúbio sentido, a da Primeira Dama. O que, sob a capa da inocência igualizadora, é evidente jogo de significações ofensivo, como na anedota com barbas paternatalícias, em que um bem intencionado orador saudava o eminente Homem Público e a sua distintíssima esposa, também de todos conhecida como notável mulher pública...
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
De Saco Cheio
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Pratos da Balança
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Fama de Difamar
O Mentiroso, de Clive Barker

Eu compreendo que se mudem os procedimentos e que um acusado de abuso de Liberdade de Imprensa não deva ser algemado no transporte para o tribunal, como um ladrão ou um criminoso violento. Não vejo é que, por uma indignação de visado, se deva descriminalizar a difamação, como preconiza um Académico de nome Guinchard, à frente de uma daquelas comissõezinhas que se tornam nocivas quando sugerem aligeiramentos da disciplina real. Deixar a regulação da Verdade nos Media, em matéria de abordagens de indivíduos, apenas ao escrúpulo moral e à indemnização cível mais não fará do que adubar o terreno para a calúnia. O medinho da pena é o único travão para certos indivíduos.
Quanto à substância do caso em apreço, não faço a mais pequena ideia, mas já são vários os que chamam o jornalista de mentiroso - os polícias e o queixoso...
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Crime e Castigo,
Garatujadores
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A Luta e a Lama
Os Socialistas Franceses vivem o dilema de confiar na insistência de Madame Aubry, depois de lhe terem aturado, nas Presidenciais, a desistência. Devo, antes do mais, dizer da minha simpatia por Ségolène Royal durante a campanha, libertando a Esquerda dos seus chavões iracundos, autonomizando-se do esmagamento pelas orientações da direcção partidária e não deixando que a vida pessoal se misturasse com a política. Tudo isso ruiu. Depois da derrota, a união de facto com Hollande, 1º Secretário cessante, degradou-se, muito por causa das diferenças de estratégia, senão de ambições. Parece ter ficado fascinada por chefiar o partido, quando a sua maior força residia numa certa independência dele, embora nele. E até a mensagem supra-facciosa, de repente, se resume a um entendimento com Bayrou e o Centro, presumivelmente para lhes fazer o que Mitterand fez ao PCF.Que resta, então? Um Hamou que é a cara jovem que serve de homem de palha às tristes baronias frentistas, que albergam desde algumas Maçonarias, aos graduados do Mitterandismo e a um exibicionismo nostálgico do Maio de 1968? As mensagens falidas que não pagam, fora dos militantes?
O propósito declarado deste congresso era eleger um líder credível contra Sarkozy. Com a credibilidade a resvalar pelo ralo do bidé das dissensões, o Presidente agradece.
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Claques da Política
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