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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Essa Palavra NATAL...

Nunca, até agora, havia participado na aquisição de um presépio, pois aquele que na infância me entretinha a montar, com os meus Pais, tinha sido comprado antes de eu poder sequer opinar. Acabei hoje por preencher essa lacuna; e o resultado é mais uma acha para a fogueira dos compreensíveis lamentos que povoam a blogosfera, acerca da perda do sentido sagrado da representação.
Na casa comercial aonde nos dirigimos ostentavam as paredes letreiros chamativos e de dimensão adequada, em que se dizia estarem em promoção de 20% as árvores de Natal e restantes peças de decoração natalícia. Como se a subalternização não bastasse, tendo este Vosso servidor perguntado, pensando fazê-lo por mera formalidade, se os presépios também eram abrangidos, recebeu a resposta que nos deixou boquiabertos, por parte da balconista, aliás simpática: não sei, vou perguntar. Foi de tal forma que Quem comigo se encontrava não resistiu a explicar que entrava muito mais na categoria anunciada a recriação do nascimento do Menino, do que o vegetal, que, embora entretanto enraizado, como lhe convém, ao menos nos costumes, seria de extracção pagã.
Consultado quem de direito, verificou-se que estava incluído na iniciativa embaratecedora, o que nos deixou perante uma remanescente dificuldade - optar por um de Figuras mais elegantemente talhadas, mas reduzido à Sagrada Família e aos animais, ou eleger outro, um pouco menos feliz artisticamente, mas com Reis e Pastores. Na dúvida insanável, trouxemos os dois. E levei o pensamento para a tradição medievo-renascentista italiana de juntar miniaturas das figuras gradas da cidade como sinal de devoção. Mas a (im)piedade nunca me faria colocar o Sr. Sócrates, por exemplo, junto de réplicas dos Elementos de Adoração, nesta polis hipertrofiada que nos calhou.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eu Hoje Recolhi Assim!

Não bastava ter ficado retido no comboio por uma estúpida avaria, ainda passei umas adoráveis três horas num centro de Saúde, na terceira tentativa para que acertassem totalmente o preenchimento de uma receita. Mas há que extrair das amarguras da vida tudo o que elas nos possam trazer de aproveitável. Estava bastante perplexo, por não atingir a conexão que uma notícia sobre homicídios conseguisse ter com a página de Saúde em que foi integrada. Examinando os sentimentos com que entrei em casa, já percebo uma certa ligação... e sem diferenciações étnicas.
Volto depois do jogo, para responder aos comentários. Espero não com o mau humor agravado...

domingo, 2 de novembro de 2008

Estreito de Magalhães

Estou solidário com a ideia, que até julgo ser a do Dr. Louçã, segundo a qual a obsessão comercialista do Sr. Sócrates não é muito condizente com a dignidade de governante dum País Velho, já que os de outrora participavam em cimeiras sem fazerem demonstrações de electrodomésticos. Mas parece-me infeliz a comparação a um vendedor de enciclopédias, já que a colagem a essa digna profissão poderia enganosamente fazer pensar que o P-M tem pensada uma Política Cultural.
Numa sinédoque de êxito, ficou consagrada a habilidade para vender um produto com a etiqueta vendedor de automóveis, como que linkando à sagacidade psicológica que alguns profissionais do ramo ostentam, ao impingir os bólides cuja venda lhes incumbe. Que o líder do BE não haja recorrido a esta estabelecidíssima expressão, parece-me cautela matreira: como ter um carrão é o grande ideal da nossa sociedade consumista, ainda poderia passar por ir fazendo um elogio ao Chefe do Governo...