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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vozes de Burro...

Uns quantos gays organizados têm a suprema lata de atacar o Presidente Eleito dos EUA por ele haver convidado um eclesiástico opositor da extensão do casamento ao mesmo sexo para um tradicional sermão inaugural. Nunca tinha ouvido falar neste religioso. Pelo que dizem, parece-me ter traços muito simpáticos, como os de promover o empenhamento social em minorar a infelicidade dos desmunidos e na permanência do nexo moral com a linhagem que nos fez.
Mas esta gente radicalizou-se facciosamente ao extremo e, de tanto o repetir, se calhar até já acredita que quem é contra o casamento homossexual é um inimigo dos que se "orientam " para esse lado. Era bem feito que todos os que assim são caluniados também viessem a crer nessa contrafacção das suas posições; e que passassem a agir em conformidade.
Pobre Obama, ainda nem tomou posse e já vê uma ostensiva tentativa unificadora passar por questão fracturante. Os radicais manifestantes da sexualidade minoritária querem estender ao Partido do Burro as suas práticas preferidas, está visto.

domingo, 16 de novembro de 2008

Então era por isso!

Está encontrada a explicação para uma recusa clássica:É que nenhuma Mulher gosta da ideia de fazer sono a um homem!

sábado, 15 de novembro de 2008

A Sogra em Línguas

Apesar de as sogras serem o único grupo social que bate as louras como tema de anedotário, eu defendo que a alergia dos genros a elas no Portugal de hoje é mais folclore do que outra coisa. Muitos casos que conheço mais de perto mostram-nas amicíssimas dos maridos das filhas e, até, tomando muitas vezes o partido deles contra os rebentos, nas pequenas discrepâncias do dia-a-dia. Ao contrário da relação com as noras, essa sim, mais problemática.
Mas não parece ser caso em Itália, onde um cavalheiro(?) celebrou uma convenção ante-nupcial que consagrava a promessa da desposanda em manter ao largo a sua mamã. Infringido o acordo, deve-se notar a convergência da razão dada ao lesado, quer na anulação eclesiástica, quer nos tribunais civis. A primeira, então, seria fruto de uma independência sem par, dado o celibato dos decisores. Mas, voltando à vaca fria, parece-me de discutibilíssima rectidão a imputação de uma melguice à Mãe da noiva, ainda antes de ela poder ter lugar. Lembra os assobios ao árbitro, num campo de futebol, previamente a ele começar a apitar, quando entra em campo.
O que me leva a um artigo de 1909, assinado por Assis Júnior, onde se lê, sobre o procedimento de nativos africanos para com esses elementos afins:
O cafre - o habitante da costa oriental d´África austral - em observância aos seus usos, costumes e mesmo leis, evita sempre o encontro com a sogra como signal de muito respeito, como succede ao escravo com o seu senhor, ao vassalo com o seu rei, etc.; porque entende que um ente, objecto, ou coisa a que se deve respeito, se não deve encontrar.
Venham lá dizer que a nossa civilização não tem lições a receber de outras, tidas como menos evoluídas! No caso vertente até fica ao critério do Leitor se o ensinamento a retirar concerne à urbanidade ou à eficácia...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um Cheiro a Esturro...

Quem sou eu para duvidar da Prof.ª Herz? Mas esta ideia de que as Mulheres identificam os machos que Lhes encaixem através do cheiro, parece-me demasiado um Complexo de Cão Pisteiro. Pela experiência assustadora que é qualquer curta viagem de transportes públicos, a combinação do pivete de certos utentes com a aliança no dedo indica uma de duas coisas: ou há uma epidemia de proporções catastróficas de narizes entupidos, presumivelmente a sinusite crónica, ou o casamento por amor já conheceu melhores dias. Tudo porque não é crível que a população masculina se passe a lavar menos após a junção dos trapinhos e a insigne investigadora garante que só depois de casada a Mulher passará a aguentar qualquer cheirete. E não se pode permitir que o intercâmbio de suores dos trajectos urbanos sirva de fundamento de uma derrogação à Biologia!
Cá para mim, tudo se pode harmonizar com uma leitura atenta deste quadro argutíssimo: o que tresanda, para a penca de um homem, é muitas vezes adorável ao delicado narizinho Delas.
O Sentido do Olfacto, de Adriaen Van Ostad

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Com Que Então, Metamorfose?

Os perigos de outra civilização industrializada: quando afastado da tradição, o Japonês citadino cai no extremo inverso do descrito abaixo, versando o Americano urbano. Onde este faz do Real um jogo, o primeiro tende a tomar o jogo como Real. O caso da pianista que, furiosa por um marido virtual se ter dela divorciado, desenvolveu esforço assombroso para matar esse personagem simulado a partir de uma pessoa de carne e osso só tem contraponto no facto de ele ter achado tal gravidade no caso, ao ponto de fazer queixa-crime. Sim, eu sei, a razão da detenção dela foi a utilização indevida de uma identidade e dados pessoais que se queriam no domínio da confidência. Porém, o que importa é notar o abastardamento do que Huizinga considerou a essência do Lúdico - o elemento de fantasia concretizado no fingir, dissolvendo-se quando expirado o limite espácio-temporal do jogo. Já não estamos diante do perigo, avassalador mas externo, que Baudrillard viu na transformação das imagens transmitidas em Realidade. É no plano do nosso íntimo, dos nossos sentimentos, que o vírus agora encontra terreno fértil para minar.
Claro que, por enquanto, não vai muito além do País do Tamagoschi. Onde se procurava induzir a responsabilidade e o afecto, descamba-se agora na furiosa vingança da desagregação das uniões. Como na vida, enfim. O próprio nome desse duplo construído e partilhado diz do investimento pessoal assombroso que se verteu nele: Avatar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Os Ossos do Ofício

Ora bem, tenho estado para aqui a resistir a falar do divórcio da Madonna, porque foi artista que sempre detestei. Musicalmente, nada me diz, irritava-me aquele artificialismo pronto-a-fingir-que-se-comia e, além disso, continuadamente achei que ela não tinha corpo suficiente para a persona que abraçou.
Mas uma coisa tenho de referir, acerca da badalada separação. O desabafo de Guy Ritchie, segundo o qual nas raras vezes que faziam amor era como... hã... interagir com um montão de ossos, pode não ser apenas despeito de divorciando, ou sequer a encarnação do papel de coitadinho. Já que existe esta conhecida tradição dos índios Hopi, do Arizona, não é muito mais provável que ele se esteja querendo guindar a participante numa epopeia?