Mostrar mensagens com a etiqueta Delírios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Delírios. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

É Muita Fruta!

Talvez tenha sido este desenho dos efeitos do jet lag que tenha levado à descoberta de determinado remédio para as viagens prolongadas de aeroplano. Ou pode ser que a ideia tenha vindo de certo apelo que também se qualificar como avião... O meu receio é um só: será que funciona com os dois sexos? E, caso contrário, não será nova discriminação?
E espero que não tentem, como aqueles, com outro objectivo, substituir as pílulas por melancias. Caso contrário, arriscam-se a permutar o fruto apetitoso por um intragável melão... Aquele com que ficarão, claro!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Aparar o (Pre)Conceito

O Amigo Bic Laranja, em achega brilhante ao postal sobre os piercings, ajuntou a honrosa demarcação do espírito do tempo em que o Arq. Saraiva englobou as tatuagens.
Sempre me impressionei com a ideia de que alguém possa querer irreversivelmente vincular o corpo (não estou a falar dessas brincadeiras temporárias). Faz-me espécie ver como o que era coisa de marinhagem em risco de perder a memória das referências de partida, ou de marginais em sede de afirmação, se arrisca a transitar para juventudes mimadas. Porém, também os anéis começaram por designar escravos, antes de Senhores, Reis, Bispos e Papas os adoptarem.
Pode ser que a fascinação de tatuar comece por aparecer como admissível num circunstancialismo apologético:

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O Pomo da Discórdia


Um cavalheiro chamado Michael Renfro depositou em juízo uma acção cível contra os sucessores de Magritte, pedindo uma indemnização de quinze milhões de dólares pelo que considera ter sido uma apropriação ilegítima da sua imagem em O Filho do Homem, acima, com a aparência de uma maçã colada à cara, sustentando que a arte do grande Belga se resumiria ao foto-realismo e que poderia tê-lo captado nos anos 1960´s, em Bruxelas, quando lá estivera, a comprar um coco e um sobretudo.
Não conheço a petição incial elaborada pelo ilustre mandatário do Autor, mas seria caso para ter invocado o quadro ao lado, em que a negação ganharia um alcance mais lato do que aquele que os críticos reconhecem, o do truísmo desvanecido que lembra não ser a representação pictórica o próprio fruto retratado.
Todavia, não parece poder ser-lhe dado ganho de causa. Provou, com esta iniciativa, ser um verdadeiro maduro e o vegetal que lhe serve de rosto está tão verdinho como aquele que ficou imortalizado na tela, um caso biologicamente muito problemático de conservação.

Das duas uma, ou lembrando-se do isco lançado pela Cobra a Eva, tentou dar uma dentadinha no que lhe proporcionaria a imortalidade, pelo minuto de fama que os Media lhe concederam, ou como comensal (a)bancando, noutra chapa célebre do mesmo objecto, As Belas Realidades, experimentou conferir-se alguma participação no Belo. Num e noutro caso seria tentar tomar o Desejo pelo Real. E Magritte teria gostado disso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sob o Signo da Pantera

Um motivo de esperança: não deve estar a crise para durar, já que a grande discussão do momento incide sobre se é gira ou sexista a ideia brilhante de se ter concebido um teclado cor-de-rosa com teclas de dizeres provocatórios, alegadamente para uso de louras. Cliquem para ver melhor, aumentando.
Bem, sexista não sei como poderia ser, já que apenas estigmatizaria uma parte, por sinal bem minoritária do Género, como demonstra o mapa da Europa mais abaixo. Quanto à gireza, estamos conversados, a estupidez seria por inteiro atestada por quem os comprasse.

Mas a controvérsia levanta uma lebre que merece exame: a fama de burras das pobres Mulheres com o cabelo mais claro. Eu estou em crer que ela advém em grande parte das personagens de Marilyn Monroe, uma das quais diz expressamente que os homens não gostam de Miúdas muito inteligentes e cultivadas. Claro que a burrice está nos que não temperaram essa patente boutade com as garantias de Wilder e muita Crítica, segundo as quais, para dar credibilidade àquela figura. MM comprovava ser uma actriz muito inteligente.
Outra hipótese seria a relativa raridade da lourice originária levar muita Senhora a pintar o cabelo e isso ser dado como sintoma de miolos em déficite. Também não sigo por aí, porque isso, Nelas, é como em nós deixar crescer um bigode, ou uma barbicha, até podendo passar por saudável sintoma de não estar demasiado satisfeitinho consigo.


O que me leva a outra razão de espanto - a de não ter sido o teclado associado ao que me pareceria mais óbvio, uma opção partidária ou sexual, que as há simbolizadas por tão doce cromatismo. É a injustiça de ligar a falta de intelecto a características não-escolhidas que nada revelam, em vez de o conectar com opções que estão na disponibilidade da parte, resultando de um processo mental, mesmo que diminuto, para muita gente.
Ainda bem que o Benfica já se deixou destas alternativas!

Nomes Sem Cabeça

Julgo que um dos meus traços mais simpáticos é apiedar-me facilmente das vítimas dos afectos paternos traduzidos em nomes que não escolheriam. Era o caso dos que a Secretária do meu Patrono na Advocacia sugeria para filhos que eu viesse a ter, Porciúncula e Sisibuto, por motivos religiosos e coisa tão corriqueira como o livro que eu na altura lia, sobre os Visigodos em Portugal.
Não se pense que só os simples caiem nessas. Abelardo e Heloísa deram ao filho o nome de Astrolábio, para gozo posterior de um Jacques Le Goff, o qual classificou o evento como a infelicidade de se nascer de um casal de intelectuais. E num meio iletrado, um patriota do País-Irmão não encontrou melhor forma de tributo nacional do que denominar o rebento de Vivóbrasil.
Vem isto a propósito de uma acéfala homenagem que admiradores de Mussolini promovem: dar 1500 euros a quem registe os filhos com as graças de Benito e da esposa, Rachelle. Diz que é um retorno às origens históricas do partido.

Ora, o que me faz espécie é que o próprio Duce tinha sido um dos supliciados pela politiquice paterna, o seu nome próprio era devido ao revolucionário Mexicano Benito Juarez, pois o pai admirava-o, como socialista radical anarquizante que era. Ou seja, estes dedicados fãs estão a cultuar, isso sim, um ideário que o seu ídolo renegou. E Rachelle, nome belo mas de ressonâncias hebraicas, também não sei se agradará, ao menos à facção entusiasta da aliança com os hitlerianos...
Só falta a estátua do subversivo da América Central a fazer a saudação romana. Mas há pior, com a sede de tostões que grassa no nosso País, não tarda estão a tentar estender o prémio a toda a União Europeia. E, se obtiverem ganho de causa, não demorará a termos uma geração inteira benitificada e rachellizada...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Erro de Casting

A substância do assunto é-me completamente indiferente. Mas não o é a inadequação de um intérprete de James Bond que opina sobre o apelo sexual de outros homens, como também acho alguma graça a que um emproado que se fartou de fazer campanha para ser considerado o nº1 tenha visto as voltas trocadas. Este saloio do Kentucky, o tal Jorge Clone, merece total desaprovação, quer por continuar a enganar muitas Amigas minhas, quer por não aguentar com aplomb um nozinho de pano no pescoço, o que, suspeito, o tornaria inadequado para a posição cobiçada. O Povo (People) decidiu. Vox populi, Vox Dei...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Retrato do Optimismo

Redundância

Não contesto as boas intenções, nem o fundamento da cruzada em prol da Saúde. Apenas impugno o calendário evocativo. Então, depois de banimentos e ASAE´s conjugados, o Dia Nacional do Não-Fumador não é qualquer dia do ano? Olha só se vamos criar o Dia do Homem com Nariz!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Cada...falso!

Como vários dos Amigos que comentaram expressaram alívio, na caixa do postal sobre os penteados setecentistas, por a Moda, nesse campo "ter aligeirado", deixo o alerta para os riscos que subsistem no nosso tempo: quem daria o nó com uma jovem assim arranjada? Aí é que faria sentido o dito dos conhecimentos dele F. já se enforcou...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Estar Pelos Cabelos

Na sequência dos comentários ao post anterior, tenho de registar a escravização do visual feminino às modas mais inacreditáveis, como já noutro lado demonstrei. Em tempos de decadência como o nosso, procura-se receber do Exterior as qualidades e fortalecimento espiritual que se não consegue gerar por si, veja-se a justificação aventada para a voga dos Dreadlocks importados das Caraíbas e respectivas reminiscências africanas.
Mas noutras épocas os usos não eram menos infelizes, apesar da atenuante de tentarem exprimir sentimentos de dentro para fora, o que, em função do exposto, não é tão pleonástico como isso. Na Corte de Luís XV espalhou-se de tal forma o estilo Independência, ou Triunfo da Liberdade, pelo júbilo de bom tom resultante da derrota inglesa contra os rebeldes Norte-Americanos, que se generalizou esta beleza de arranjo capilar em forma de barco evocativo, ao ponto de a pobre Maria Antonieta, aquando do seu noivado, ter sido obrigada a fazer-se retratar neste preparo, para demonstrar o quão Francesa se queria tornar, submetendo-se inclusivamente aos ditames da moda respectiva.
O que poderia passar por uma efémera excentricidade e primeira imposição de perda da cabeça à Infeliz Futura Guilhotinada acabou por prolongar-se de forma imprevisível, pois, uns oito anos mais tarde, a Fragata La Belle Poule travou um combate com um vaso britânico e conseguiu afugentá-lo, coisa tão rara que motivou nas mesmíssimas aristocratas fascinadas pela Política a adaptação no cabeleireiro que desse prova do patriotismo que lhes saltava dos peitos.
Para verdes quantos sacrifícios eram exigidos Àquelas Altas Senhoras tão amigas do Seu País, como as carruagens não tinham altura suficiente para maluqueiras semelhantes, faziam-se transportar nelas ajoelhadas durante o trajecto inteiro para os compromissos sociais a que deviam assistir. E ninguém se lembrou de invocar tais sacrifícios como contra-prova das acusações de traição, nos "Tribunais" Revolucionários!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Tacada e Carambolas

Surpreendente pode ter sido, à primeira vista, o episódio do casal do Colorado que estacionando num take away, à procura de uns tacos com que matassem a traça que sentiam na barriguinha, foram presenteados com uma pequena embalagem de... Marijuana.
Uma explicação óbvia para o caso seria ter-se convencionado em alguma rede de tráfico o pedido de tacos como código para ser atendido em forma de cannabis por aquele distribuidor. Mas há hipótese mais preocupante,
qu-al seja a de o extra consubstanciar um acto mais de propaganda do fortíssimo grupo reivindicativo que pretende ver aquela droga legalizada, mesmo para além do uso médico. Tão persistente tem sido a campanha que chegam a adaptar os antigos cartazes com que se exortava à abstinência do consumo desse vegetal, invertendo a mensagem, como aqui demonstro graficamente. E ninguém me tira da cabeça que foi a recepção deste tipo de ideário que levou à nossa aba da abertura aos estupefacientes, com a descriminalização do consumo por anterior Governo Socialista.
Agora, se querem mesmo uma alternativa alucinada, ao estilo peculiar deste blogueiro, diria que, sendo os tacos uma comida Mexicana e sendo o grande País Centro-Americano a terra dos cogumelos alucinogénicos, havia uma tradição culinária a manter...

domingo, 26 de outubro de 2008

Missão Espinhosa

Compreendo perfeitamente que o tribunal francês encarregado de julgar a queixa do Presidente Sarkozy contra a empresa que comercializou o malfadado boneco/alfineteira com os seus traços tenha decidido esperar uns dias. É que os direitos sobre a imagem não me parece poderem vingar nesta circunstância. Não se está a usar a figura do Presidente para publicitar outro produto, ou a comercializar efígie dele pelos seus adeptos, como as t-shirts com rostos de actores e desportistas. Pode porém a iniciativa editorial ser condenável, caso os juízes considerem haver consequências reais nas práticas de Vodu. Aí, a empresa que comercializou o fantoche poderia ser acusada de instigação, ou, no mínimo, cumplicidade, de um crime de ofensas corporais.
Ser espetado é o fado das Figuras Públicas, Certo Deus Romano, via a sua estátua trespassada pelos suplicantes, os quais encontravam no expediente um aide-mémoire que os tranquilizava acerca da probabilidade de serem atendidos. E aqueles que enfiarem as agulhas no sarkobrinquedo podem defender-se dizendo ser uma prática de acupunctura que torne ao Chefe de Estado mais suave o exercício do cargo...
Teria alguma razão, caso fosse Rei, Quem não é posto no cume por alguém, contra os outros, tem como inerência uma certa sacralidade que se confundo com outros símbolos perenes do País. Um político eleito por facção, ao contrário, reafirma a sua vocação para alvo. E não se pode pretender que os dardos castigadores que lhe enderecem tenham de ser atirados à distância.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Um Homem Não é de Ferro?

O Nascimento de Vénus, de Alexandre Cabanel
Não posso estar em desacordo com esta medida, afinal nem os ginecologistas nem os especialistas na obstetrícia são uns anjos. Mas então, os profissionais de saúde que assistem não devem passar a ser chamados vigilantes? E não acarretará o risco de afastar Mulheres carenciadas de tratamento que ainda experimentem uma concepção exarcerbada do Pudor, mesmo que estejam perante auxiliares do seu Género? Além disso, as acusações abusivas não poderão reconverter-se, deixando a estigmatização do assédio para assentarem no arrastamento para uma orgia?
Nada é seguro, nada é seguro! E se não há anjos neste campo, pode haver anjinhos.

Com Que Então, Metamorfose?

Os perigos de outra civilização industrializada: quando afastado da tradição, o Japonês citadino cai no extremo inverso do descrito abaixo, versando o Americano urbano. Onde este faz do Real um jogo, o primeiro tende a tomar o jogo como Real. O caso da pianista que, furiosa por um marido virtual se ter dela divorciado, desenvolveu esforço assombroso para matar esse personagem simulado a partir de uma pessoa de carne e osso só tem contraponto no facto de ele ter achado tal gravidade no caso, ao ponto de fazer queixa-crime. Sim, eu sei, a razão da detenção dela foi a utilização indevida de uma identidade e dados pessoais que se queriam no domínio da confidência. Porém, o que importa é notar o abastardamento do que Huizinga considerou a essência do Lúdico - o elemento de fantasia concretizado no fingir, dissolvendo-se quando expirado o limite espácio-temporal do jogo. Já não estamos diante do perigo, avassalador mas externo, que Baudrillard viu na transformação das imagens transmitidas em Realidade. É no plano do nosso íntimo, dos nossos sentimentos, que o vírus agora encontra terreno fértil para minar.
Claro que, por enquanto, não vai muito além do País do Tamagoschi. Onde se procurava induzir a responsabilidade e o afecto, descamba-se agora na furiosa vingança da desagregação das uniões. Como na vida, enfim. O próprio nome desse duplo construído e partilhado diz do investimento pessoal assombroso que se verteu nele: Avatar!