segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fama de Difamar

O Mentiroso, de Clive Barker
Eu compreendo que se mudem os procedimentos e que um acusado de abuso de Liberdade de Imprensa não deva ser algemado no transporte para o tribunal, como um ladrão ou um criminoso violento. Não vejo é que, por uma indignação de visado, se deva descriminalizar a difamação, como preconiza um Académico de nome Guinchard, à frente de uma daquelas comissõezinhas que se tornam nocivas quando sugerem aligeiramentos da disciplina real. Deixar a regulação da Verdade nos Media, em matéria de abordagens de indivíduos, apenas ao escrúpulo moral e à indemnização cível mais não fará do que adubar o terreno para a calúnia. O medinho da pena é o único travão para certos indivíduos.
Quanto à substância do caso em apreço, não faço a mais pequena ideia, mas já são vários os que chamam o jornalista de mentiroso - os polícias e o queixoso...

4 comentários:

once disse...

"adubar o terreno para a calúnia" .. gostei. E tão bem que se adapta ao mundo de hoje.

Boa semana por aí Caro Paulo.

Paulo Cunha Porto disse...

Obrigado, Querida Once, creio ser imagem justa. O risco que comporta a impunidade resultante da erradicação criminal é o da proliferação.
Beijinho

fugidia disse...

Ah, mas há sempre o "medinho da pena" que, em alguns casos, pode ser provar do próprio adubo... (sorriso cândido)
:-)

Paulo Cunha Porto disse...

Eu adoro essa Candura sorridente, Miss Fugi! Verdadeiramente fazer morrer com ferros o que com eles matou. Gosto da Sua Justiça.
Sorriso huuuuum seráfico.
Beijinho