quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Campainhas de Alarme

O Tocador de Campainhas, de Victor KatyuschikEstá muito certo que tentem vender uma t-shirt com um dispositivo a aplicar aos consumidores incontinentes, que dispare um sinal sonoro. Afinal, apesar das exortações do Banco de Portugal que passem por novos Elogios da Loucura, os alienados de outrora eram atados a sinetas, nos hospícios, para que os vigilantes soubessem quando se encontravam eles mais agitados. E o excesso consumista é a suprema insanidade da nossa rotina de hoje, logo a fúria controleira...
Mas gostava de ter visto o fair play de facultar o mecanismo descrito, antes da compra da camisolinha. Ou a cessão gratuita dela. Para que a lógica não fosse tanto uma batata!

6 comentários:

Profeta da Desgraça disse...

Se se puserem a comprar roupinha desta ainda acabam vestidos como o velho aí de cima

ana v. disse...

Tens razão: só faria sentido se a t-shirt não fosse, também ela, para vender...
(as coisas que tu desencantas!)
Beijinho

Patti disse...

Este post é uma afronta!
Devia existir censura no blogobairro.

Estou que nem posso!
T-shirt anti-consumismo? Vou...vou..vou... eu vou falar com o Erasmo!

Gi disse...

Deve ser lindo ver tudo tipo "apitó comboio";
E contra a poluição sonora que arranjam qual é o dispositivo?
E não será consumo compulsivo a compra de uma t-shirt destas?

ariel disse...

Então querido Paulo, as boas ideias pagam-se :) Ademais tudo o que é cedido gratuitamente é logo desvalorizado...:)))

Paulo Cunha Porto disse...

Ai profeta! É esse o presente natalício que dá à Roda? Como tempo verbal, também...

Querida Ana,
pois se está tudo aó para dar e, muito mais, vender!

Querida Patti,
concordo, há consumismos adoráveis, como aqueles em que Te aplicas. Prometo nunca Te oferecer uma t-shirt destas.

Querida Gi,
foi o que dizes na parte final que também me revoltou.
Essa da chinfrineira está uma delícia. Percebi enfim a razão de ser da coisa: é tentativa de pôr toda a Gente a fazer soar os «Jingle Bells», mesmo que sejam nulidades no seu canto...

Pois, Querida Ariel,
não há almoços grátis, não é? Mas era tradição até haver umas Consoadazitas, para os que as não pudessem custear...
Adiante, o problema está em se será boa ideia. Se fosse um aviso contra cleptomaníacos, pois com certeza. Sendo virado contra compradores não-caloteiros, parece-me comtrolice aguda.
Beijinhos e abraço