quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Lá Vai Lisboa!

Dois Candidatos, de Mark De Muro
O recurso a imagens pelos Políticos é quase tão divertido como a tentativa de os futebolistas empregarem correctamente adágios. O Dr. Costa lembrou-se de comparar a escolha oposicionista do Dr. Santana para concorrer com ele com a fábula da Cigarra e da Formiga. Ora, eu nunca ouvi acusar o ex-Primeiro Ministro de não fazer coisas, pelo contrário, os seus mais veementes críticos acusavam-no de fazer as erradas. Enquanto que a Cigarrita se tinha entretido de papo para o ar. Não creio que o actual Edil se estivesse a comparar a ela, sabendo-se como o desfecho lhe foi desfavorável, mas até se poderia achar-lhes algumas parecenças: afinal, antes do período das dificuldades, o autarca pôs-se a cantar, de galo, muito embora.
Entretanto, afirma-se no PSD que o nome do antigo líder é consensual. Não sei se isso lhe fará bem, os melhores resultados no Passado foram sempre conseguidos contra ventos e marés, no próprio partido. Os mesmos que tenho a certeza de continuarem a existir, mas que se calam por acreditarem na derrota e no enterro definitivo da figura que tanto as incomoda. Se eu tivesse um euro por cada notável laranja que está à coca de uma humilhação eleitoral de PSL, ainda faria umas almoçaradas valentes.

6 comentários:

Mialgia de Esforço disse...

Já que ninguém elogia o Costa da Câmara tem que ser o próprio a fazê-lo. A não ser que ele esteja a ver méritos, que não vislumbro, na barracada do terminal de contentores, na Casa dos Bicos, no abafar das casinhas baratas, etc.

Tenho muita dificuldade em encontrar-lhe quaisquer parecenças com uma formiga. Só se for na cor.

Abraço.

Pedro Barbosa Pinto disse...

A frase final de Pacino no filme "O Advogado do Diabo" - "Vanity, definitely my favorite sin" - acenta em PLS como uma luva!

Escutando os Figueirenses, ele parece não ter sido mau edil. Também em Lisboa, muitas são as vozes que dizem ter sido a sua presidência, embora curta, das melhores que há memória. O mau feito do Zé-Vereador contra ele pode até ser considerado como um atestado disso mesmo.
Se eu votasse em Lisboa, já tinha candidato.

Ai, ai!!! Quem te mandou ti sapateiro, tocar rabecão?

Profeta da Desgraça disse...

Ficaram muito beneficiados no retrato

Patti disse...

Daqui até lá, ainda a procissão vai no adro.
Veremos depois como ficam as cigarras, as formigas e os consensuais.
Independentemente de gostar ou não do PSL, fico sempre em alerta quando ele entra em cena, pelo menos há movimento de gentes.
E ouve-se e sabe-se cada coisa …

ariel disse...

Querido Paulo, confesso que tenho alguma falta da paciência para o personagem PSL. Acho que se aplica a velha máxima da mulher de César...no caso dele não tem a ver própriamente com a seriedade, mas com a consistência pessoal, demasiado "saltitão" para meu gosto...demasiados folhetins, revistas cor de rosa, "homme fatal" (se é que se aplica..) poupem-me!

Paulo Cunha Porto disse...

Ehehehehe, Caro Mialgia. Concordo que a gestão camrária dificilmente despertará qualquer entusiasmo além do dele. Pergunto-me se não terá confundido cigarra com cigarro e não quisesse ver mitigada (até por azares em vez de ASAE´s) a adesão ao que crismou dessa forma...

Meu Caro Pedro Barbosa Pinto,
admito que ser depreciado pelo Vereador S.F. é uma espécie de nobilitação. E claro que pode ser o Orgulho a deitar tido a perder para o ex-PM, penso que, do ponto de vista dele, uma travessia do Deserto maior seria mais útil, a memória do que ficou como outras trapalhadas está demasiado fresca.

Caro Profeta,
os políticos são assim, encontram sempre o pincel mercenário da Lisonja...

Querida Patti,
lá monotonia parece incompatível com ele, é verdade. Não sei, contudo, se ele se safa, nesta.

É verdade, Querida Ariel, que a solidez e estabilidade nunca foram o forte dele, vive numa necessidade de agitação permanente, seja a dos combates realmente difíceis, seja a de procurar novos postos, assim como se perdesse facilmente o interesse nas vitórias que obtém...
Em que medida isso ainda fará as vezes de um Eros eleitoral? Ou ver-nos-emos obrigados a acrescentar à palavra o sufixo "ão"?
Beijinhos e abraços