terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Antecipação do Fim

Pronto, eis-me notificado do termo da minha actividade bloguística. A previsão de que os teclados serão abolidos e substituídos por ditados para o computador não me serve, de todo. Com os frequentes enganos durante a confecção, o meu vocabulário reactivo degrada-se de ordinário, nos dois sentidos da expressão. Haveria de ser lindo, uma ordem prematura de postagem e uma caterva de palavrões lançados ao Éter! Além de que me faz impressão constatar tão breve vida no verbo teclar. Espero bem que não eliminem também o rato, ao menos para preservar um sentido útil ao vício de mão dos blogadores incontinentes...
Já no que respeita à abolição do clássico horário laboral, surge-me a mais imprecisa de todas as melancolias, a de ver relegado para a prateleira das coisas incompreensíveis a música que deu brado na minha juventude e o vídeo junto faz por conservar na memória. «9 To 5», ou «Morning Train», de Sheena Easton foi o disco que repousou no prato do pick up da minha Alta Fidelidade enquanto off, muito por durante anos achar que me dava sorte. E que lá permanece, há outros tantos, devido a ser um animal de hábitos.
É um Mundo de Referências que se desvanece!

17 comentários:

JúliaML disse...

oh, Paulo, não há direito...tudo tão transitório! :-)

a toilette da Easton é propria vem a calhar:-))

b.q

once disse...

.. de vulgar este canto Seu nada tem, so .. turn that ordinary off if you please ;)

Mudanças, mudanças .. são mudanças a mais!

Luísa disse...

Que má notícia me dá, Paulo. Sem teclado, não sou ninguém. Já o rato – e especialmente versões dele como a que aí apresenta – sou bem capaz de dispensar. ;-)

Pedro Barbosa Pinto disse...

Caro Paulo, tenhamos Fé!
Dou de barato que consigam resolver os problemas que existem com o reconhecimento de voz até 2012. Por exemplo, que consigam que ao final do terceiro Whisky, os computadores continuem a entender o que dizemos, ou, no caso do Vasco Pulido Valente, que o consigam entender mesmo pela manhãzinha.
Já não acredito é que a medicina resolva até 2012 o problema da mudez. E enquanto houverem mudos no mundo, não acredito que acabem com os teclados :-)
Um abraço

Gi disse...

Não sei se o computador me aguentava, Paulo.

Mialgia de Esforço disse...

Quem deve estar toda contente é a D. Lurdes da Educação. Toca de retirar os teclados na próxima geração do Magalhães que isto de obrigar os meninos a escrever é uma violência. E as estatísticas agradecem.

Abraço.

Patti disse...

Onde assino a petição contra a eliminação do teclado?

Então vai ser tudo com o toque das mãos, como no filme do Minority Report? Só aceito se a mudança vier com o acessório do Tom Cruise e na versão Samurai!

José Carlos disse...

Meu Caro Paulo:
Esta é completamente lateral ao seu postal.
Como já deve ter percebido um aumento completamente exponencial de trabalho tem-me inibido de dar qualquer atenção ao meu blogue.
Por isso só hoje me roí (de inveja) quando descobri a sua aquisição do Duprat.
Aliás (e já agora), encontra-se em Portugal um jovem Doutorado italiano que tenta perceber, através de uma investigação muito completa ( e cuja primeira parte deu origem à sua tese de doutoramento) as razões de haver um MSI em Itália e o nada absoluto em Portugal. Recentemente Dominique Venner (discípulo de Duprat) na sua NRH trazia à colação este assunto de uma forma muito bem estruturada. Se a não tiver eu digitalizo-a e envio-lhe o documento.

"Verde de inveja", mando-lhe um enorme abraço
José Carlos

fugidia disse...

lol lol lol
Deixe lá, Paulo; em tempos não imaginou que fosse tão fácil deixar de escrever à mão, pois não? ;-)


E com esta do teclar, terei de ir postar uma coisinha de sementinha :-)

Mike disse...

Sem teclado, a ditar para o computador e sem rato? Se já estive mais longe de uma notificação como a que te referes, então quando esse dia chegar, ponho mesmo termo. Falando de coisas mais interessantes, tira lá esse vinil da pick up que eu levo-te um que o substitua. Ó meu caro Paulo, animal de hábitos, mas esses mudam-se.
Abraço.

tsantos disse...

Eh, eh, eh...Ainda me lembro do teu "disco da sorte" e das nossas maquinações para o trocar por outro à socapa...Bons tempos!

Ab
T

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Júlia,
um pavor!agora até os CD´s estão para acabar!
Rio-me com gosto da apreciação do trajar da SE.

Querida Once,
sempre Gentil. Quanto à voragem das substituições, cada vez temos menos a que nos agarrarmos...

Querida Luísa,
é bem verdade, o teclado dos processadores de texto vieram neutralizar a angústia resultante da minha absoluta falta de aptidão para domar os das máquinas antigas...
Estava a ver que a simpática ratice aqui representada não Lhe arrancava mais do que silêncio reprovador!

Bem é uma bóia de salvação, Caríssimo Pedro. E rio com gosto da etilização consequente no plano da dicção referida, exemplo sublinhante e tudo...
Arreceio-me é de que inventem aparelhómetros que convertam os sons dos desprovidos de fala num discurso transposto para voz de máquina imitada da humana.

Meu Caro Mialgia,
era coerente com a prátida rosa: há muitos criminosos por consumirem droga? descriminaliza-se, deixa de haver. Há muitas reprovações? Com passagens automáticas fica resolvido. As criancinhas escrevem mal? Suprime-se a Escrita, os índices melhoram avassaladoramente!

Querias, Querida Patti!
Mas, já que falas nisso, era bom pensarmos numa forma de luta. O teclado, oelos vistos, é tido como mais um direito dos Trabalhadores, daqueles que está na moda tirar...

Meu Caro José Carlos,
Bem-Aparecido seja! Não resisti a dar-Lhe conta do achado, pois me lembro de ter lido um excelente postal no «Manlius» sobre Duprat.
E, esclareça-me o Amigo, o Investigador Italiano é Aquele de que me falou no Verão anterior, que preparava um extenso trabalho onde eram abordados os movimentos intelectais e universitários nacionalistas lusos do Pós-Guerra?

Querida Fugi,
vou já ver.
Não, mas como sou ainda mais trapalhão a falar do que a escrever...

Caríssimo Mike,
nessa altura reformamo-nos os dois, que isto de ter a postagem blogosférica à laia de «Caminho das Estrelas» não é para mim...
a musiqueta está bem envelhecida. Mas atenção, tenho muitos outros vinis, de melhor extracção. Este era só para a superstiçãozinha, mesmo.

Se eram, Meu Caro TSantos! Tanto como Pestes eram VV.
Beijinhos e abraços

Ka disse...

Bem já já uns teclados virtuais mas que não dão jeito nenhum. a imagem do teclado é projectada na mesa e depois funciona por toque mas não já jeitinho nenhum pois se por engano pousamos a mão aquilo marca logo as letras onde supostamente "teclamos".

Não acredito que consigam abolir o teclado...e ainda bem!

beijinho querido Paulo

ana v. disse...

Se eu encontrar um rato parecido com o da fotografia, ofereço-to no Natal. E depois podes chamar-lhe, como o Robinson Crusoé... Sexta-feira! :-)

LADY-BIRD, ANTITABÁGIKA, FÃ DO JOMI LOL E JÁ AGORA DO NOSSO AMIGO ANTI-TECNOLOGIAS: MARCHANTE (se não existisse tinham que o inventar) disse...

Olá Paulo,
lol... lá tinha que vir o rato obsceno...lol... vá lá, vá lá que o rato está vestido...ou travestido...porque
este rato pelas formas e roupa, é uma rata...lololololololol... dispenso bem...

Beijinho

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Ka,
ai! Só nos faltafa um teclado fantasma!

Querida Ana,
obrigadão! Aí é que a Sexta Feira passa a ser quando o blogador quiser!

Querida Joaninha,
Cuidado com as dispensas, sobretudo quando tem a nota como bastante baixa...
Beijinhos

José Carlos disse...

Meu Caro Paulo:

O investigador é o mesmo. Só que já apresentou, com distinção, a sua tese de doutoramento. O livro correspondente à sua tese e que trata do assunto até ao 25 está pronto e em fase de revisão para publicação numa editorial de referência.