sábado, 6 de dezembro de 2008

De Tirar o Sono

Este novíssimo receituário vem aconselhar os que ressonam a cantarem, pois considera provado que aqueles que desenvolvem essa actividade canora roncam menos que o restante. Não o creio. Mas estou certo de que, se forem como eu, poderão tirar grande proveito da tentativa de entoar umas melodias: Os cônjuges deixarão de se queixar, pois aquele simpático som de serrote parecerá melodia celestial, ao pé do resultado.
Entretanto, ainda sem ter sido sujeita à segunda provação, a excelente interpretação de Linda Lemay, «Querido, Tu Ressonas!»

14 comentários:

JúliaML disse...

há cada uma!! já nem sabem bem o que hão-de inventar..:-)

Luísa disse...

Meu caro Paulo, há sempre a solução de cantar «para dentro», ou seja, num sussurro, que não deixe, ainda assim, de exercitar a devida musculatura; e em período de ausência do cônjuge, claro. Outra solução, na qual deposito muita fé, é assobiar. Se o repertório for variado, não chocará tanto como uma voz de bardo de pequena aldeia gaulesa. ;-D

Ka disse...

ahahah
Eu não ressono (acho) mas se o fizesse acho que seria sempre preferível a ressonar pois de facto não consigo mesmo cantar :S (com muita pena minha diga-se)

Beijinho Querido Paulo

Gi disse...

Em conformidade com um post que fiz há uns tempos reafirmo: amor é ... acreditar que o marido não ressona, mas que respira virilmente. ;D

LADY-BIRD, ANTITABÁGIKA, FÃ DO JOMI LOL E JÁ AGORA DO NOSSO AMIGO ANTI-TECNOLOGIAS: MARCHANTE (se não existisse tinham que o inventar) disse...

Eu canto e não ressono...lol...
é caso para perguntar assim a um bom cantor se ressona...enfim, deve ser por causa de algum canal das vias respiratórias...
não me meto nisso que não é a minha área, e do que tenho ouvido até pode fazer sentido...
Lá está, quem canta seus males
(sejam eles quais forem)espanta...=)

Beijinho

Patti disse...

Se se apertar o nariz do ressonador até ele parar de respirar, também deixa de ressonar, não é?

ana v. disse...

Mas o estudo tem toda a razão, Paulo: enquanto canta não adormece, e se não adormecer não ressona! Outra questão é a da afinação da escolha do repertório... eu apostaria em canções de embalar, cantadas muito baixinho, quase em silêncio... :-)

Ka disse...

Patti,

Deixa de ressonar e se lhe tapares a boca acredita que nem canta nem ressona :P

Beijinho aos dois :D

ariel disse...

Bravo Linda Lemay!

fugidia disse...

Até me engasguei a rir, Paulo (estava a comer um... hum, melhor não dizer :-p).
Cantar pior que ressonar? Mesmo quem tem má voz. Olhe que não sei... há com cada ronco!
:-)))

Beijinho

cristina ribeiro disse...

Cantar,enquanto o outro dorme
Para o ressonar substituir
É uma seca enorme
Que faz qualquer um fugir

Beijo

Mike disse...

Pode ser que resulte, caro Paulo. Mas concordarás comigo se disser que a receita inversa para alguns cantores também seria de recomendar. Há para aí cada um armado em cantor, que seria melhor que ressonasse.
Abraço.

Paulo Cunha Porto disse...

E então... dão-nos música, Querida Júlia!

Ai, Querida Luísa,
o meu fado é pior do que o pobre incompreendido que citou, ao menos ele ainda admirava a própria arte. Eu nem me tenho por fã do meu canto, sequer. Mas haverá pior transe para quem gosta de música, ficar remetido a um canto, no sentido espacial, não já performativo do termo?

Querida Ka,
ao que parece, eu, raramente, só nos dias de maior cansaço e baixinho. Quanto à minha incapaciade vocal, é o drama da minha vida: gostando tanto de música, suscitar protestos de cada vez que quero partilhar alguma que aprecio, sem leitor de CD´s´s ao lado...

Querida Gi,
o que a Minha Querida Amiga não trazà auto-estima de um Homem! Tal qual a Lemay! É a diferença entre a ededicação e o egoísmo mtrimoniais, é o que é!

Querida Joaninha,
e não só os seus males, a dar crédito à coisa, até os do vizinho do lado. Por falar niso, já li algures que o falecido PavaroTTi, deitado, era um cortador de relva autêntico...

Mas será a última coisa que fará, Querida Patti (com Ka reforçante), o estertor também é uma espécie de ronco, ou não?

Enfim, Ana, um naipe de cânticos propiciatórios da ária quasi-motorizada que se seguiria!

Querida Frugi,
se me ouvisse, se me ouvisse cantarolar...

Querida Ariel,
é uma Mulher de armas!

Bem, Cristina,
agora vem de sabedoria enquadrada?
Mas há quem lhe possa chamar abnegação...

Ui, Mike,
então não há?
Para além deste Teu amigo, até uns quantos profissionais...

Patti disse...

É pois. Só que tem um fim.
O outro é infinito.