sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Fura-Vidas!


Peço encarecidamente Àqueles que amanhã me queiram visitar que não venham de transportes públicos. Não, não é (só) snobismo, é que podem arriscar-se a ver os planos saírem... furados.
Falando a sério, esta tara de tentar estender a aprovação de formas de expressão vanguardistas deveria ter em conta que é o interessado que deve ir ter com elas, não o contrário. Claro que este espartilho tormaria o conceito de Vanguarda inconciliável com a Provocação que lhe é subjacente. Mas os artífices de piercings vivem outro perigo, com semelhante iniciativa: o de estender o entusiasmo à massa, coisa igualmente mortal para a liderança elitista da Estética passageira.

10 comentários:

Pedro Barbosa Pinto disse...

Vão vestidos de estudantes de arquitectura e belas artes? Não iriam melhor nuzinhos exibindo as tatuagens e os penduricalhos? (os piercings, bem entendidos)

Mialgia de Esforço disse...

Acontece que amanhã vou para essas bandas (aniversário de um familiar). Mas levo a carroça. Chiça!

Abraço.

Gi disse...

O que têm os estudantes de arquitectura a ver com a fantasia destes meninos? Será que é na parte urbana da questão?

Há um piercing que não desdenharia ter feito; lembro-me de ter falado nisso à minha mãe, ainda gaiata, e por ter visto em Goa. Levei um "não" redondo.
Hoje, apesar, do sítio onde o piercieng se aninharia, continuar lindo (cof!cof!) a idade, essa sisuda, manda-me ter siso.

Anónimo disse...

Bom fim-de-semana, que não seja furado...:)

LeniB disse...

Paulo...estou intrigada: será que os fazedores de buracos usam esse aparelho para os fazer?
Graças a Deus que tenho o cuidado de esconder o fura-papel cá em casa, não vá o diabo lembrar-se que o que fura-papel também pode furar carne!
bjs

LADY-BIRD, ANTITABÁGIKA, FÃ DO JOMI LOL E JÁ AGORA DO NOSSO AMIGO ANTI-TECNOLOGIAS: MARCHANTE (se não existisse tinham que o inventar) disse...

oh meu Deus... o que para aqui vai... não tenho nada contra os furados...aliás duranto muitos anos,usei os ditos piercings no furo normal das orelhas (ao contrário da maioria das crianças só furei as orelhas aos 10 anos...)
Tatuagens é que "não vou muito à bola"...lol

Beijinhos

Patti disse...

Assim de furador não tem piada nenhuma, se ainda arranjarem uns agrafadores, daqueles dos estofadores ainda lá passo.

Paulo Cunha Porto disse...

Ehehehe, Meu Caro Pedro Barbosa Pinto, essa alusão aos berloques está o máximo. A ligação à Arquitectura prece-me uma óbvia tentativa de demarcar a imagem dos adornos corporais dos povos tidos por primitivos, os quais, no imaginário citadino Ocidental, são associados a construções rudimentares.

Ora bem, Meu Caro Mialgia! Se passar com tempinho em S. João do Estoril, apite, por aqui ou pou mail.

Querida Gi,
bem, vou exibir uma reserva cauta quanto à adivinhação tipo GPS da localização dessa perfuração equacionada.
Há, contudo, algo que posso dizer: apesar de um óbvio apelo aos sentidos, recusei-me avanços, anos atrás, em direcção a uma Piquena que usava um piercing... na língua. Acho que nunca conseguiria beijar galantemente uma Mulher assim rebitada!

Caro Anónimo,
grato, até porque, com esta chuva, não teriam conta as goteiras!

Querida LeniB,
ê cá na sê. Nunca fizeram buracos neste corpinho que Deus me deu.
No entanto, tenho tal possimilidde como por demais plausível: além de a solidariedade entre tatuados e sujeitos a piercings viver da diferença entre a hostilidade aos estranhos por posturas fracturantes e o enturmanço por atitudes perfurantes, é-lhes ínsito o papel que dá buraco(s)...

Querida Lady Bird,
Ah, mas esses, nas orelhas estão institucionalizados por séculos. Salvo para um Querido Amigo Meu, que se recusou a colaborar na "mutilação" da Filha, dizendo que os furinhos auriculares habituais para pendurar brinquitos só poderiam resultar de uma decisão Dela, na maioridade.

Ehehehehehehe, Querida Patti,
estou mesmo a imaginar-Te a empunhá-los, nestoutra vertente da decoração!
Beijinhos e abraços

Bic Laranja disse...

Interessa a opinião dum arquitecto?
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2007/06/30/Recuo-civilizacional.aspx

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro Bic,
se interessa! O Arq. Saraiva está carregadinho de razão, mormente na questão da tatuagem, que me esqueci de abordar, pelo que farei uma adenda.
Abraço