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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Campainhas de Alarme

O Tocador de Campainhas, de Victor KatyuschikEstá muito certo que tentem vender uma t-shirt com um dispositivo a aplicar aos consumidores incontinentes, que dispare um sinal sonoro. Afinal, apesar das exortações do Banco de Portugal que passem por novos Elogios da Loucura, os alienados de outrora eram atados a sinetas, nos hospícios, para que os vigilantes soubessem quando se encontravam eles mais agitados. E o excesso consumista é a suprema insanidade da nossa rotina de hoje, logo a fúria controleira...
Mas gostava de ter visto o fair play de facultar o mecanismo descrito, antes da compra da camisolinha. Ou a cessão gratuita dela. Para que a lógica não fosse tanto uma batata!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Recolher Quase Obrigatório

Muitos se interrogarão sobre o motivo que terá o Executivo do Dr. Costa para distribuir castanha pelos vendedores da dita, cobrando-lhes uma taxa exorbitante por uma pequena extensão do horário de venda. Tenho como óbvia a resposta, de tanto ouvirem falar em castanha pilada, pensaram ser obrigatório um esforço camarário de tirar a pele. E o consentimento numa barraca de farturas, lamentado na segunda parte da notícia linkada, denota o entendimento com o Governo, tão celebrado a propósito do acordo das entradas na Terceira Travessia do Tejo: quando o Ministro Teixeira dos Santos reconhece não poder cumprir os números que anunciara, nas grandes variáveis económicas, a Câmara avança com fartura sucedânea, que dê a ilusão. É presiso é picicologia, como quem diz, esperteza saloia.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Na Tradição dos Gangsters

Há quem esteja ainda pior do que nós. No Estado do Illinois, cuja principal cidade é essa Chicago de celebérrimas criminais reminiscências, foi levado sob custódia policial o Governador Rod Blagoyevich, acusado de tentar vender a vaga senatorial do Presidente Eleito Obama, sendo a contrapartida procurada um emprego regiamente pago para si e outro para a sua Mulher. Acompanho a carreira deste político desde que era Congressista e é daqueles em que não me surpreende nem um pouquinho um desenvolvimento destes. É, aliás, um fado do homestate de Lincoln, o antecessor do detido, George Ryan, do partido contrário, que na Europa passa por herói em razão de ter imposto uma moratória às execuções das sentenças de morte, passeia-se hoje por uma penitenciária, acorrentado, devido a condenações por corrupção, remontando ao tempo em que era Secretário de Estado.
Quanto ao novo preso, já havia fortes indícios de ligação comprometedora a um outro condenado, Rezko, um próximo de Obama, sendo que a sua taxa aprovação era a mais baixa entre os 50 Governadores: 15%. Nem tudo é límpido, porém, naquele sistema, adequado ao País em que está, mas exalando problemas de parcialidade por todos os poros - o Acusador que dirigiu a investigação e a acção policial tem, confessadamente, ambições fortes a candidatar-se ao cargo do alegado corrupto.
E que eu mal pergunte, se uma das posições que o voraz político propunha como moeda de troca era um posto na nova Administração, como sai, sem ser chamuscado, o Gabinete de Transição do futuro senhor da Casa Branca? Ou a proposta foi feita a algum fantasma?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Contribuintes Que Cheiram Mal

Nunca fui entusiasta das ONG´s, não tanto por serem não-governamentais, antes por serem organizações. E por acreditar que a espontaneidade estruturada não leva a coisa boa, já que num mundo cheio de meios bélicos que superam o mero prolongamento do braço humano só algum cinismo pode contrabalançar a inocência ou perversidade excessiva de que são feitos esses grupos interventivos. Também por isso torci o nariz a um filme bonitinho e apelativo ao coração como era «O Fiel Jardineiro».
Quando, entretanto, grupos desses se dedicam a inscrever contributos para as campanhas dos políticos, perco de vez a pouca paciência que me resta, já que são maneiras de encapotar financiamentos que torneiam as regras. Assim, a herança que a Fundação Clinton quer passar à recolha de fundos do Presidente Eleito Obama. Alguém já tinha ouvido falar na Organização Mundial dos Lavabos? Não? Eu tão-pouco. Mas esta conjunção de vontades, estatutariamente dirigida para melhorar as condições dos WC´s do planeta, não encontrou aplicação mais urgente do que contribuir para a acção pública das figuras Democratas.
Alexandre Severo, na Roma Antiga, ordenou que os montantes tributados às prostitutas fossem usados para construir latrinas públicas que preservassem os edifícios da conspurcação a que os Romanos alegremente se dedicavam Limpava assim a Urbe e demonstrava demarcação trocista da origem daquele dinheiro. Está certo que nos dias de hoje não se deve procurar atribuir carácter infamante por tudo e por nada. Mas dada a vocação da entidade em (baixo) apreço, não seria de sugerir-lhes a limpeza e obras nas instalações de alívio no nosso País, de forma a torná-las locais mais aprazíveis? Até para evitar piadinhas aos candidatos a Estadista que beneficiaram de espírito tão daimoso...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Língua Franca?

Estão explicados os acontecimentos calamitosos do BPN. Como o Inglês é o idioma que predomina nas transacções dos dias que correm, o Dr. Oliveira e Costa, decerto por erro de digitação a que é alheio, confundiu ser um banqueiro com estar entrincheirado: To be a banker por to be in a bunker. Ou como fortificação nem sempre é fortalecimento de capital.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Obama´s Bill

O Presidente Eleito Obama nomeou para Secretário do Comércio, um posto muito apetecido por todos os homens de negócios do País, pelos contactos que permite, um político veterano, o Governador do Novo México, Bill Richardson. Depois de Congressista e Enbaixador na ONU, fora Secretário da Energia de Clinton, donde tivera de sair, por causa de um pequeno escândalo. É, assim, algo misteriosa a escolha de alguém conhecido pela falta de escrúpulos e desmedida ambição. Os mais crédulos dirão que tal se deve à experiência do homem. Os que tenham mais olho, asseverarão que é tentativa de engraxar a Comunidade Hispânica. Mas a verdade pode ter outro sal: como o seleccionado é o recordista, inscrito no Guiness, de mais apertos de mão distribuídos numa só jornada de campanha eleitoral (quase 13.400 em oito horas), pode ter sido esse o factor decisivo. É que, sabendo-se como a tese mais aceite da origem da saudação retroage aos tempos medievais em que chefes militares celebravam os tratados de paz estreitando as mãos, mostrando simbolicamente que tinham deixado de empunhar as armas com que poderiam matar o outro, pode a nova Administração querer dar a entender ao Mundo que os acordos comerciais com os States terão deixado de ser mortíferos para os parceiros menores...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A Sorte Grande e a Terminação

A Dor na Responsabilidade, de Jim Caron

Não tenho qualquer opinião sobre o Sr. João Rendeiro e nem estou certo de haver ouvido falar dele antes da falência que era para ser mas está adida do BPP. O que me parece pouco admissível é a volta por cima que tenta dar, dizendo que está disponível para sair, não querendo fugir às suas responsabilidades. A meu ver, trata-se de confundir responsabilidade com disponibilidade, talvez porque terminem da mesma maneira...
À instituição bancária que não soube gerir, mas, muito mais, ao Estado, saiu a Sorte Grande de uma intervenção, pressionada mas conjunta, dos Grandes Bancos, cheios de medo de contágios, para manter à tona a vítima da gestão calamitosa que fez as coisas chegarem a este beco com pouca saída. Não é pois paranóia de encontrar culpados, mas a obrigação de encontrar os culpados que deve tornar a sua vontade de colaborar, saindo, irrelevante.
Entretanto, o Estrela da Amadora encontrou na Liga o seu "Banco de Portugal", que dá pelas asneiradas tarde e a muito más horas, mas desempenha uma função importantíssima. Contudo, falta-lhe a fortun - em todos os sentidos - do (sub)mundo da Finança, imaginem se fosse pedir ao Benfica, Sporting, Porto e mais algum que lhe viessem pagar vencimentos de atletas com quem nada tenham a ver...

Preto, Para Além da Circunstância

Já em anterior momento referi o embaraço em que me atolei por causa das conotações do claro-escuro na nossa linguagem. Esqueci-me todavia de abordar um ponto de actualíssima solicitação. Nos Estados Unidos o dia que se segue à Quinta-Feira de Acção de Graças, o de hoje, no ano presente, é chamado Black Friday, a partir da coloração contabilística que regista prejuízos a Vermelho e lucros a Negro. Parte-se de uma constatação de comportamentos tradicionais para uma esperança dos Comerciantes, traduzida em ver chegar o dia da corrida dos compradores às lojas, no início da época Natalícia. Algo positivo, por ninguém contestado.
A própria instituição da Acção de Graças, evocando uma ceia de gratidão para com Deus para com os Índios que ensinaram certas formas de cultivar a terra, transmutou-se naquilo que tendemos por cá a concentrar no Natal, o retorno ao convívio de Pais e Filhos, numa dimensão muitas vezes mais difícil do que a que do nosso lado predomina, em função das dimensões continentais do País. Ao Natal fica cometido um estatuto de festa de crianças, com a obrigatoriedade de consumo e desperdícios festivos, mais próximo do espírito do nosso Ano Novo.
Durante muito tempo pensei a adulteração da mensagem religiosa do Menino nascido ns palhinhas como mais uma manifestação do pior infantilismo materialista dos Norte-Americanos. Porém, observando a cada vez maior padronização aquisitiva e profana com que enformamos a Celebração Natalícia, second thoughts me ocorrem: a separação radical entre os dois tipos de comportamento não estará um passo à nossa frente, desprovidos que nos encontramos dessa válvula de segurança?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estar Com os Azeites

Está explicada, quanto a mim, a razão de as petrolíferas, em Portugal, não baixarem o preço dos combustíveis tanto quanto as quedas do mercado poderiam determinar: antigamente o petróleo era vendido pelos azeiteiros e a expressão tomou, em gíria, o sentido de sujeitos que fazem tudo para dar nas vistas. É a procura da notoriedade, puro Marketing empresarial...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Correntes Fortes

Não me surpreendeu minimamente a maioritária vontade entre os Islandeses de aderirem à UE e ao Euro como forma de superarem a bancarrota. Afinal, dar-se como escravo para ressarcir dívidas era expediente já conhecido na Roma Antiga e entre os Hebreus...

domingo, 23 de novembro de 2008

Imposto Em Trânsito

Eu não posso discordar de uma medida que quer tornar o ar mais puro e diminuir a dependência energética do petróleo. As minhas objecções são de outra natureza: será no recurso a esta electricidade que se esgota o choque fiscal de tão propalada necessidade? E dará ele resultado, num País em que ameaça desencadear uma tensão altíssima entre duas pulsões, neste caso, em oposição? Falo da cupidez anti-sujeição tributária que lideramos na Europa; e da satisfação de guiar ou invejar carros de alta cilindrada, num canto do Continente que igualmente ocupa lugar cimeiro no número de automóveis por habitante...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Imagens do Aval

AFINAL HAVIA OUTRA
o seu nome era Crise

O Banqueiro e a Sua Mulher, de Quentin Metsys

O ESTADO DOS BANCOS
a única árvore a cuja copa não é perigoso abrigar-se durante a tempestade?
Uma solitária dúvida: para se ser avalista é preciso gozar de crédito no Mercado. Este chegará?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Bloguista Técnico

Imaginem só, como a desvergonha não tem limites, hoje vou abalançar-me a escrever sobre Economia! Ou melhor, sobre a auxiliar dela que é a língua. Há muito que desconfiava, mas esta dúvida do Prof. César das Neves fortaleceu-me a convicção de que na degradação do termo técnico tudo está ligado. Ainda admitia que a Recessão Técnica fosse uma categoria amplamente constatada e teorizada pelos Académicos. Um dos mais Ilustres vem agora desenganar-nos, dizendo que ela surgiu dos títulos da Imprensa, o degrau imediatamente acima do Nada.
Ora, o que vos proponho é o percurso de perda do estatuto técnico. Talvez tenha começado com a consagração profissional Engenheiro Técnico, considerado um grau de habilitação não tão dilatada com o Engenheiro tout court. Mas para o inconsciente colectivo não chegava, por estar associado a actividades profissionais estimáveis. Veio então o Futebol, começou-se a dizer de uma equipa que não conseguia grandes resultados, apesar de possuir jogadores com dotes, que tinha muita técnica, mas... pouco ou nenhum rigor. Isto sim, já começava a entrar na cachimónia da gente. E eis que surgiu a gota de água, o Inglês Técnico com que o Sr. Sócrates terá, por correspondência, acabado o curso. À primeira vista pareceria um segmento linguístico que não é dominado por todos. Mas tanta conversa sobre a insuficiência de certificações para a assunção de uma categoria profissional, outra coisa não fez do que inculcar a ideia de que se tratava dum pedaço do idioma mais rasca, "não tão inglês como o resto".
Que admira pois, com a criatividade dos Gentlemen of the Press, que se denomine assim uma recessão que não (se sabe se) é tão recessão como a "pura", resultante da avaliação de um ano? Para mais, sendo a que não precisa de ser caucionada pela análise de reputados professores de Economia.

sábado, 15 de novembro de 2008

Voltar Aos Clássicos

O meu antigo Mestre Ernani Lopes afirmou que a culpa do endividamento dos nossos compatriotas é das famílias, dos governos e dos bancos. Serão certamente repartidos os pecados, porém, assim tão distribuídos, deixam de fora muito pouca gente, apenas aqueles que nunca tenham votado, porque pactuar com um regime que permite destas já é culpa, ela não se restringe aos que cederam o voto aos mandantes dos últimos anos. E a todos os que têm investimentos bancários, porque deram força às instituições concorrentes do sector para fazerem de sereias, cantando aos ouvidos dos protoconsumidores sem outra cheta. Ora o que é de todos passa a não ser de alguém em particular; é, nesta situação o caso da Responsabilidade.
Ao contrário de D. Francisco Manuel de Melo, em quem deviam meditar os que recorreram ao crédito para consumo:
Quem gasta menos do que tem é prudente. Quem gasta o que tem é cristão. Quem gasta o que não tem é ladrão.
Numa sociedade que promove o risco e se descristianizou o que é que sobra, o que é?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Retocar as Ruínas

Caveira e Batom, de Zack Zdrale
A todos os títulos inesperada, a verificação de que os cosméticos são indicadores seguros de crises económicas, embora no sentido inverso do lógico, a sua procura aumenta consideravelmente durante os períodos de maiores dificuldades. Pensando bem, é natural que as pessoas sintam a necessidade de se transformar precisamente quando tudo à sua volta tenda a tornar-se insuportável. E as Mulheres, vendo a vulnerabilidade de tanto homem na fossa, após uma derrota na bolsa, ou economias de uma vida arrastadas nalguma falência, podem crer chegada a hora de se fazer valer, nuns casos como compensação genuinamente altruísta, noutros por verem a concorrência de apelos diferentes empalidecer. Oscar Wilde dizia que nada há de tão essencial como o supérfluo. E, no fim de contas, é quando sentem ameaçado um estilo de vida que as gentes se tentam sossegar, atestando da boca para fora mas sem palavreado tornado inaudível, que a ameaça não lhes retirou a aptidão de consumir estes bens metamorfoseados em de primeira necessidade pelas susceptibilidades, quer próprias, quer sociais.

Batam Mais no Ceguinho

Alvaro Torres garante que este é um retrato que fez de Rip Van Winkle, mas creio que há confusão de identidades, trata-se de iconografia do Governador Constâncio. Cada país tem o dorminhoco à sua dimensão: os Norte-Americanos ficaram com o personagem de Washingnon Irving, adormecido durante vinte anos, nós, mais pequeninos, contentamo-nos com Sexa, roncando durante uns meros oito. As pistas estavam na net, mas o Banco Nacional não deu por nada. Serão uns infloexcluídos? Assim já se percebe por que terá o patrão poupado em Magalhães para eles, quando tão pródigo foi para (outros) assessores. E a frase sinistramente arrogante deste mau pagador em processo desculpabilizante, segundo a qual a supervisão, mesmo que não descubra fraudes, faz muito, nada diz, por o muito e o pouco serem conceitos relativíssimos, ao pé do de bastante, que parece ter estado em completa falta.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A B(r)amar

Em nada surpreende que o BPN e suas máscaras hajam escolhido umas quantas garagens do condomínio partilhado por Cristiano Ronaldo para armazenar a papelada que desejavam subtrair ao escrutínio: por um lado comprova a eficácia da propaganda da concorrência, a instituição intervencionada deve ter esperado aumentar a sua conta com a proximidade do Génio da Bola, se não mesmo receber alguns brindes. Mas há mais, considerando que muita da documentação será comprometedora, ninguém me tira da cabeça que o nome da rua - Comandante Cousteau, autor de «O Mundo do Silêncio» - também influiu na escolha, por fornecer esperanças de que as irregularidades não transpirassem.
O que é indiscutível é que as autoridades andaram aos papéis. E nem se percebe, decerto qualquer popular que conhecesse estas residências de luxo suspeitaria logo de que as respectivas acomodações de veículos albergariam grandes bombas...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Jogos de Cama

Episódio da Vida de um Hospital, de PontormoClaro que sou favorável a acabar com estratagemas que retardam o ingresso hospitalar de compatriotas dele necessitados. O meu problema está em, por um lado, saber que o Estado é mais ligeiro a estabelecer regras moralizadoras de financiamentos do que a garantir os recursos que evitem as manhas compensatórias do seu incumprimento. E, por outro, acima de tudo, com o sujíssimo cadastro que o actual Governo granjeou, especialmente com o anterior Titular da Saúde, no receio de que esta aparente disciplina do campo dos internamentos venha a configurar pressões para que sejam postos fora da respectiva assistência utentes ainda dela precisados. Fica o alerta, há que seguir com atenção.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

À Tio Patinhas

Uma coisa que me irrita solenemente é ver a Miudagem ataviada de bruxa, monstro ou fantasma, no 31 de Outubro. O Halloween, por cá, é clara rendição ao poder mediático das tradições anglo-saxónicas, que não reconhecem, salvo em meia-dúzia de cidades com Nova Orleães à cabeça, a importância simbólica e costumeira do Carnaval, período que também não aprecio, mas que, ao menos, é nosso. Deixarmo-nos penetrar por uma fantasmagórica crença irlandesa, ampliada recentemente nos States, é uma forma mais de nos desvincularmos da nossa Herança. E a duplicação de práticas atenta contra o carácter único que informa a essência do Adeus à Carne.
Mas sucede que hoje é também o Dia Mundial da Poupança. E conjugando a atmosfera de crise financeira com a palhaçada de Doce ou Partida! que se quer ensinar às crianças, sugiro esta fantasia. Quem se atreveria a resistir? O garoto que a envergasse teria por garantida a barrigada...


Abençoado incitamento a poupar, que me permitiu concentrar dois temas num só post!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Casa Roubada

À primeira vista, até poderia concordar com as posições do BE, de se demarcar do apoio do Vereador Sá Fernandes a uma colega que se aproveitou de uma subvenção paga em espécie, qual seja a cedência de uma casa com contrapartidas irrisórias. Numa apreciaçõ superficial, até poderia endossar a vantagem em a acção de um autarca estar liberta de disciplinas, podendo governar com uns e apresentar iniciativas de outros. Mas para funcionar a sério esse estado ideal, seria preciso que as Vereações e Presidência camarárias não fossem eleitas em listas de partidos, mas sim "em nome individual". Porque, de contrário, os favores de pelouros e outras atribuições serão smpre pagos, na hora da verdade, com apoiozinhos solidários a ramas da força política que comanda, mesmo quando a Ética (a não ser que a Republicana seja um caso especial) imponha o contrário.
Mas deixo uma pergunta ingénua: a posição do Dr. Louçã, de não gostar mesmo nada mas continuar a apoiar o eleito, não é muito semelhante à deste, de estar com um pé na Maioria e outro na Oposição? Na esperança de, assim, não poder perder?